Luís Pinto: "O que aconteceu na primeira parte foi incapacidade em função do último jogo"

Luís Pinto, reage durante o jogo da I Liga contra o Estrela da Amadora
LUSA
Declarações do treinador do V. Guimarães após vencer o Estrela da Amadora por 2-1, com reviravolta operada em quatro minutos
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O Vitória conseguiu a reviravolta depois de estar a perder por 1-0. Que análise faz ao jogo? "Se não tivermos atitude, tudo o resto é acessório. O que aconteceu na primeira parte, e tenho a certeza que não foi propositado, foi incapacidade, em função do último jogo [derrota em Arouca, por 3-2] e pelo significado de regressar a casa para vencer e ter um jogo bem conseguido. Queríamos muito mudar as coisas, mas no primeiro passe falhado consentimos uma oportunidade de golo e, logo depois, o Abascal lesiona-se. Se não reagíssemos à perda, se não fizéssemos o que é inegociável, não conseguiríamos ter dado a volta. Fizemos as alterações táticas [ao intervalo], mas a mudança da primeira para a segunda parte teve a ver com atitude. A entrada na segunda parte deixa-me satisfeito, mas temos de ter a capacidade de jogar o jogo todo. Não existe falta de vontade, mas estávamos apáticos, sem conseguir reagir. Na segunda parte, reagimos muito bem e trouxemos os adeptos para o nosso lado."
Sobre os golos: "[Os golos de Thiago Balieiro e de Diogo Sousa] têm a ver com o projeto que o Vitória tem e a necessidade de lançar jovens. Acabámos o jogo com uma linha defensiva em que o jogador mais velho tinha 25 anos. [O Thiago Balieiro] jogou pela segunda vez e faz uma exibição muito bem conseguida. A pressão de se jogar no Vitória existe. Jogar no Estádio D. Afonso Henriques é algo a nosso favor, mas jogar com um resultado negativo exige estaleca."

