Luís Pinto crítico após derrota: "Não podemos admitir este tipo de coisas"

Luís Pinto
LUSA
Declarações de Luís Pinto, treinador do V. Guimarães, após a derrota deste domingo na visita ao Arouca (3-2), em jogo da 21.ª jornada da I Liga
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O que traduz esta derrota? Houve mais demérito do Vitória ou mérito do Arouca? "Houve muito das duas. Muito mérito do Arouca e demérito nosso. Jogámos 40 minutos, os últimos cinco da primeira parte, com golo ou não, já não estávamos em campo e é um crescimento que temos de ter, porque já não é o primeiro jogo que fazemos coisas boas, mas sem consistência. Foi o que aconteceu e temos de crescer rapidamente, porque temos de ser Vitória e ser o que este clube obriga ao longo de 100 minutos, ou 120, se for preciso. Temos de ter a capacidade de estar em campo com presença e o que fizemos nos últimos cinco minutos da primeira parte e na segunda parte foi estar. Se fui o primeiro a dizer que tinham de confiar neles, também sou o primeiro a dizer que é preciso ter confiança, mas estando a ganhar por 2-0, as coisas não acabam e temos de continuar. Isto é para nós todos, somos todos que ganhamos e perdemos, mas temos de perceber que, se as coisas estão a correr bem, temos de trabalhar como se estivessem a correr mal. Temos de trabalhar muito e hoje trabalhámos metade".
Golo sofrido antes do intervalo pesou? O que tentou puxar pela equipa ao intervalo? "Por irmos em busca do 3-1 e não nos focarmos tanto no final da primeira parte, porque o Arouca tem um remate e um golo. Num chuto para a frente, o Trezza isola-se com o meio-campo pela frente, foi uma desconcentração nossa e não podemos admitir este tipo de coisas, porque estamos num patamar muito alto para nos desconcentrarmos desta forma e isso paga-se caro. Ficámos todos com azia e todos os [adeptos] que vieram com este temporal e não pararam de cantar depois manifestaram o seu desagrado, e com todo o direito, porque não fizemos por merecer outra coisa. Temos de perceber que temos de crescer rapidamente".
Dores de crescimento têm de acabar depois da conquista da Taça da Liga? "Não faço isso, faço sobretudo depois de termos conseguido começar a ganhar de forma mais consistente e de terem começado a olhar para nós, tanto internamente como no exterior, de uma forma que o Vitória, afinal, começa a competir, a ser competente e a ganhar jogos. Mudou ao longo da época a noção para o exterior do início da época e tem a ver com isso. Não coloco a Taça da Liga nem de perto nesse ponto de mudança, tem a ver com nós começarmos a ser ambiciosos, humildes e confiantes da qualidade que temos, mas a jogar todos os jogos do início ao fim. Quando conseguirmos isso, vamos ser uma equipa sempre muito forte e competente. Vamos perder e ganhar jogos, faz parte, mas não vamos ter esta frustração pela imagem que deixamos".

