
Luís Pinto
LUSA
Treinador foi eliminado pelo Sporting, em 2021/22, quando orientava o Leça, equipa-sensação de Taça de Portugal. Aos 36 anos, treinador volta no sábado a Leiria, onde iniciou a carreira como treinador principal e no estádio-talismã, onde festejou o título de campeão nacional da II Liga ao serviço do Tondela.
A passagem do V. Guimarães à final da Taça da Liga, feito que acontece pela primeira vez na história do clube, permitiu ainda a Luís Pinto acertar contas com o Sporting. Em 2021/22, então ao serviço do Leça, o jovem treinador estava a orientar a equipa-sensação da Taça de Portugal e só foi eliminado nos quartos de final da prova, num jogo realizado em campo neutro, em Paços de Ferreira. Apesar de militar no quarto escalão, a equipa leceira afastou dois emblemas da I Liga, o Arouca e o Gil Vicente. A derrota aconteceu a 11 de janeiro de 2022, há praticamente quatro anos, tendo os golos dos leões, treinados por Rúben Amorim, sido marcados por Bruno Tabata (2), Matheus Nunes e Nuno Santos.
Acertadas as contas com o Sporting em provas a eliminar, segue-se a final de sábado, em Leiria, palco especial para Luís Pinto. Foi lá que iniciou a carreira como treinador principal, depois de duas épocas como adjunto da equipa da cidade Lis. E foi no Estádio Dr. Magalhães Pessoa que festejou o título de campeão nacional da II Liga, ao serviço do Tondela.
Volta a Leiria para tentar garantir um troféu que falta no museu do Vitória, clube que lhe abriu as portas da I Liga. O início não foi fácil, porque lidou com a saída de alguns jogadores históricos, concretamente Bruno Varela, Borevkovic, Tomás Händel, Tiago Silva e Nuno Santos. Teve de apostar em jovens, muitos deles em estreia absoluta no principal escalão, mas em nenhum momento teve uma palavra de desânimo ou de desculpa, bem pelo contrário. Apostou na juventude e tanto o treinador como a SAD liderada por António Miguel Cardoso começam a colher os frutos dessa estratégia.
Nunca se coloca em bicos de pés
Luís Pinto nunca se coloca em bicos de pés, prefere distribuir os méritos por todos, como se viu no final do jogo que garantiu a passagem à final da Taça da Liga, recusando ter sido um triunfo com dedo de treinador por ter lançado Ndoye nos últimos minutos. "Foi uma vitória de toda a gente que trabalha para preparar o jogo, para ajudar, seja de início ou entrando. Não tem nada a ver com dedo do treinador", declarou. Já não é, aliás, a primeira vez que um suplente salta do banco para garantir a vitória. Ndoye já tinha iniciado a reviravolta contra o Santa Clara (2-1).

