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Pedro Rocha / Global Imagens
Contabilizando já o caso de Carlos Vinícius, cedido ao PSV com compra obrigatória caso os neerlandeses não desçam de divisão, encarnados cortaram 16 elementos em definitivo, para cinco novas chegadas.
Apontando a uma restruturação de quadros, o Benfica tem vindo a proceder em 2021/22 a uma redução substancial do número de jogadores ligados ao clube, limpando nas "gorduras".
A ideia, que será levada novamente a cabo na próxima época, aliada, como O JOGO adiantou, à diminuição no investimento e à aposta nos talentos do Benfica Campus, ditou a saída em definitivo para já de 16 futebolistas contra a entrada de cinco. O Benfica, com Rui Costa como presidente e Rui Pedro Braz como responsável para o futebol e executante desta estratégia nos últimos sete meses, procedeu ao corte, com um ganho de cerca de 22,9 milhões de euros.
O Benfica investiu 24,5 milhões de euros no mercado de verão, valor ao qual se soma mais 1,4 M€ pela contratação de Tiago Coser, para já a crescer nos bês. E depois dos mais de 100 milhões investidos em 2020/21, as águias procederam à saída de vários atletas, que valeram 37,5 milhões.
A este valor, que inclui os 2,5 milhões que rendeu, segundo apurou O JOGO, a venda de Pedro Pereira ao Monza - foi emprestado no início da época com compra obrigatória mediante objetivos já concretizados -, pode juntar-se ainda o negócio de Carlos Vinícius. O empréstimo, de dois anos, ao PSV prevê um pagamento de 2,5 milhões de euros e a compra obrigatória por 10 M€ caso o clube de Eindhoven... não desça de divisão.
Como tal, as águias podem fazer contas a um encaixe de 50 milhões em saídas. Retirando os 25,9 investidos no plantel e os 1,2 em comissões no negócio do avançado, as águias apontam a um lucro de 22,9 M€.
A "limpeza" da casa vai continuar na próxima época sob o consolado de Rui Pedro Braz, mais preocupado em exclusivo com a gestão dos ativos, do scouting e do mercado de transferências, face à entrega das questões burocráticas a Lourenço Pereira Coelho, eleito como administrador da SAD e que ficou com o pelouro do futebol. Este atuará como um diretor-geral, enquanto o primeiro irá exercer funções mais próprias de um diretor desportivo, deixando de acumular tarefas, depois de um excesso - em que desatou 32 nós - que levou Rui Costa a reforçar agora a estrutura.
O dirigente que chegou no início da época irá não só proceder às investidas para reforçar o plantel, mas dar sequência também aos processos dos 16 atletas que deixaram a Luz por empréstimo - em comparação com as três contratações, uma para os bês, nesta situação - que permitiram numa primeira fase uma poupança salarial, como sucedeu agora com Pizzi, cedido ao Basaksehir já este mês e que permite evitar um gasto de 1,4 M€ em salários.
Contudo, há vários sem previsão de regresso, seja por venda ou rescisão, como são os casos de Ebuehi, Conti, Gabriel e Yony González.


