
Pedro Granadeiro
Cimeira de Presidentes abordou reformulação dos quadros competitivos e com uma novidade apresentada pelo organismo de Reinaldo Teixeira
A reformulação dos quadros competitivos do futebol português foi um dos pontos fortes da Cimeira de Presidentes, hoje realizada no Porto. Sabe O JOGO que o organismo liderado por Reinaldo Teixeira colocou em cima da mesa, para reflexão, auscultação e discussão futura, um modelo de campeonato diferente.
No modelo pensado pela Liga, os clubes disputariam apenas uma volta do campeonato, finda a qual os emblemas posicionados na metade de cima lutariam pelo título de campeão e respetivas vagas para as competições europeias, ao passo que os que ficariam na metade de baixo da tabela decidiriam a permanência no escalão.
Não houve qualquer votação sobre este modelo, a ideia da Liga foi apenas a de tentar perceber a recetividade dos clubes sobre uma eventual mudança dos quadros competitivos e como a alteração se processaria, sendo certo que em reuniões futuras haverá margem para correções e eventualmente apresentação de outros modelos.
A questão da distribuição de receitas com a centralização dos direitos televisivos preencheu a outra parte da Cimeira de Presidentes, neste ponto também sem convergências, embora com muitas discussões. Encontrar a percentagem de distribuição-base para os clubes, havendo depois uma parte de receitas distribuídas em função do mérito desportivo, esteve no centro de todas as conversas.

