Kaique defendeu dois penáltis contra o Tondela: "Dedicação e esforço de todos"
Guarda-redes do Nacional rejeita ser único 'herói' da vitória sobre o Tondela
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O guarda-redes Kaíque disse esta quarta-feira que todos os jogadores do Nacional tiveram a sua "parte de heroísmo" na vitória por 3-1 frente ao Tondela, num jogo em que o brasileiro foi decisivo ao defender duas grandes penalidades.
"Consegui ajudar a equipa ao defender os dois penáltis em momentos decisivos do jogo e, no final das contas, foi pela dedicação e pelo esforço de todos", comentou o guarda-redes dos madeirenses, em declarações aos jornalistas, após o primeiro treino da semana.
Kaíque começou por defender a grande penalidade batida por Pedro Maranhão, aos 37 minutos, numa altura em que os alvinegros já jogavam com menos um, por expulsão de Deivison Souza, aos 22, para, aos 90+7, voltar a ser herói, ao opor-se com sucesso ao castigo máximo cobrado por Jordan Seibatcheu.
Relativamente ao primeiro penálti, perante Maranhão, o segredo passou por esperar pelo momento certo, segundo Kaíque.
"Tinha uma certa possibilidade de onde eles iriam bater. No primeiro penálti eu preferi esperar, até pelas circunstâncias do jogo. Reagi e deu tudo certo", revelou.
Sobre a segunda grande penalidade defendida, desta feita após cobrança de Seibatcheu, Kaíque contou que foi crucial fazer a "leitura do jogo", que já estava no período de compensação da segunda parte, usando a pressão do momento a seu favor.
O futebolista, de 22 anos, chegou à Madeira em julho, após representar o Farense em 2024/25, e começou a temporada como suplente de Lucas França, habitual titular na baliza dos alvinegros nas últimas duas temporadas.
Após uma lesão do seu companheiro de setor, Kaíque 'agarrou' a titularidade e afirmou-se como primeira escolha, algo que atribui à capacidade de "trabalhar muito" e aproveitar cada oportunidade para mostrar serviço.
"Quando joga um, o outro [guarda-redes] demora muito para jogar. Então, o segredo é estar preparado e, consequentemente, ter essa tranquilidade de saber que estamos prontos, entrar e fazer a diferença", analisou.
Emprestado pelos brasileiros do Palmeiras até ao final da época, o guarda-redes quatro vezes internacional pelos escalões jovens da canarinha não faz planos a longo prazo, focando-se apenas no presente.
"O futuro ainda está muito longe. Agora vou aproveitar que estou aqui, no Nacional, a jogar e a faço o que amo", confidenciou.
Ao fim de 14 jogos, o Nacional ocupa a 11.ª posição no campeonato da I Liga de futebol, com os mesmos 15 pontos do Santa Clara, que é 12.°.
No domingo, os madeirenses visitam o Aves SAD, 18.° e último classificado, com apenas três pontos, a partir das 15h30, em partida da 15.ª jornada, no Estádio do Clube Desportivo das Aves, na Vila das Aves.

