José Costa reencontrou a felicidade no Vianense: "Aprendi no futebol a nunca fazer planos"

José Costa
Sport Clube Vianense - Futebol SAD
Guarda-redes com escola feita no Benfica e currículo de II Liga e Liga 3 mudou-se para os minhotos seduzido pelo projeto. Segunda volta dá cor a sonho de chegar à fase de subida. Jogador de 31 anos assume sem assombro que a época passada foi individualmente "das piores" e que, talvez por isso, o telefone não tenha tocado tanto. Estar perto da família é compensatório.
Nascido para o futebol no Oliveira do Bairro, de onde é natural, José Costa cedo começou a dar nas vistas como guarda-redes e, nos sub-13, mudou-se para o Benfica, onde completou a formação. Enquanto sénior, fez uma época no emblema da terra, até se mudar para o Braga B e passar por Penafiel, Académica e Cova da Piedade, nomes que lhe moldaram um currículo de II Liga e, mais recentemente, as passagens por Alverca, Anadia e Lourosa deram-lhe arcaboiço de Liga 3. Na temporada passada, representou o Paredes, no Campeonato de Portugal, sem rodeios de assumir que o ano não lhe correu bem. "Foi das piores individualmente. Não fui feliz", regista.
O projeto apresentado pelo Vianense, da série A do CdP, convenceu-o a tentar reencontrar-se com o melhor futebol, logrando conciliar com a vida familiar, feita em Braga, onde reside. "Gostei da forma como me abordaram. Têm boas condições de trabalho, apesar da época não ter começado da melhor maneira devido a problemas administrativos, mas sempre acreditei nas pessoas e no projeto", realça.
O triunfo, no domingo, na casa do Vilaverdense (2-0) aumentou para quatro o número de jogos sem perder e confirma a melhor fase do Vianense, que está a um ponto do Limianos, segundo e em fase de acesso à etapa de promoção, embora com menos um encontro. "Não fizemos uma primeira volta forte, mas nesta segunda volta temos colhido alguns frutos, com resultados interessantes que nos permitem estar perto dos lugares cimeiros. Quem sabe se não podemos ir mais longe... Estamos a passar um momento bom. Sinto a equipa forte e unida", sublinha.
Na próxima jornada, o Vianense recebe o Celoricense, que é terceiro, com mais um ponto do que os de Viana do Castelo. "É um adversário direto e, se ganharmos, damos um passo muito importante nessa esperança de tentar chegar aos dois primeiros", exprime José Costa, que aos 31 anos garante ter ainda muita "energia" para continuar nos relvados. "Sinto-me bem, com vontade de ajudar os meus colegas e mantenho o gosto pelo jogo de quando era miúdo. Todos os fins de semana sinto o nervosismo antes de ir para o relvado", atira, com esperança de voltar a outros patamares, mas sem obsessões: "Tive uma ou outra abordagem de Liga 3, mas não se concretizou. Estou feliz no Vianense".
Quanto ao futuro, utiliza os exemplos anteriores na carreira para "não fazer planos". "Para já, gostaria de ir o mais longe possível com o Vianense, onde me sinto bastante bem. Uma coisa que aprendi no futebol é nunca fazer planos. Já tive contrato com alguns clubes, a achar que ia continuar, mas no ano seguinte estava noutro lado. Todavia, tenho vontade de continuar a fazer um bom trabalho em Viana", termina José Costa.
U. Cluj foi desafio "estranho"
Foi em 2018/19 que José Costa emigrou pela primeira e única vez, quando assinou pelo U. Cluj (Roménia). Desafio que, ao fim de alguns meses, terminou e o fez voltar para Portugal. "Foi estranho. Tinha feito uma época bastante boa no Penafiel, na II Liga, e tinha a perspetiva de ir para fora ou subir na carreira em Portugal. O U. Cluj tinha alguns portugueses, é um clube grande na Roménia, mas aconteceram algumas peripécias e os portugueses vieram embora. Nunca tive empresário, mas sempre me apareceram bons projetos", conta.

