
Pedro Correia/Global Imagens
A taxa de sucesso das equipas orientadas por Jorge Jesus nos jogos que se seguiram às competições europeias supera os 85%. Em Vila do Conde sofreu a sexta derrota em 188 jogos.
"Como é que se muda o "chip"? Por muito que se passe a mensagem, nunca vai ser igual. Vamos ter problemas em mudar a mentalidade de um jogo de Champions para um nos Arcos" - a ideia foi lançada por Jorge Jesus no lançamento da deslocação a Vila do Conde, onde seria surpreendido pelo Rio Ave e sofreria a primeira derrota no campeonato que lhe custaria a liderança na prova. Os antecedentes das equipas que orientou nas últimas oito épocas, porém, demonstram que foram raras as vezes que as mesmas acusaram o anterior compromisso europeu: no sábado, o técnico sofreu a sexta derrota após competir em provas da UEFA... em 86 jogos.
É certo que, na época passada, foi depois da derrota em Leverkusen com o Bayer, para a Liga Europa - em que geria, de resto, o esforço dos jogadores mais influentes, tendo poupado Slimani ou Bryan Ruiz à titularidade e fazendo alinhar Aquilani em vez de Adrien, por exemplo - que Jesus viu o Sporting empatar em Guimarães e ficar ao alcance do Benfica na ronda seguinte, o que viria a configurar-se prenúncio fatídico, com a derrota com os arquirrivais em Alvalade na ronda que se seguiu e que custaria a liderança até final e, em última instância, o título.
