
Diogo Gonçalves, formado no Benfica, tem apenas 15 jogos pela equipa principal. A estreia foi a 9 de agosto de 2017, frente ao Braga, na Luz.
Hélder Cristóvão, que treinou Diogo Gonçalves da equipa B encarnada, diz que o jovem está "a levar um reforço" tático e que só precisa aprender "30 por cento", pois o Benfica joga no terreno adversário.
Diogo foi uma das grandes figuras do Famalicão, onde participou em 34 jogos e marcou sete golos
A lesão de André Almeida, que forçou o internaciol, é também uma oportunidade para Diogo Gonçalves assumir a responsabilidade, tendo pela frente uma adaptação a terrenos aos quais está menos habituado.
Após a titularidade frente ao Standard, para a Liga Europa, o jovem extremo continua a merecer de Jorge Jesus total confiança, ele que tem incutido no jovem princípios defensivos que este ainda não aprimorara.
A aposta de Jorge Jesus em Diogo Gonçalves vem da pré-época, onde o técnico exigiu ver aquele extremo de quem, na estrutura do futebol do Benfica, tanto lhe falaram. O jogador, que teve possibilidade de ser emprestado pela terceira vez - após Nottingham e Famalicão -, convenceu o treinador de que podia ser uma mais-valia, ainda que em terrenos mais recuados, dadas as "ofertas" existentes para as alas.
Desde então, Jesus tem trabalhado no desenvolvimento defensivo de Diogo, insistindo no rigor tático e no trabalho da linha defensiva, aspeto fulcral para o treinador. O jovem aceitou o desafio de recuar no terreno para jogar e Hélder Cristóvão, que o treinou na equipa B, elogia-o. "Se ele não lidasse bem com esta adaptação, então não jogava. Os treinadores lançam a ideia, falam com o jogador e ele aceita. Pelos vistos, aceitou e, a partir da perda do André Almeida, foi só começar a trabalhar com mais afinco a passagem para lateral. O Diogo vê aqui uma grande oportunidade para jogar. É mais uma posição que ele vai conhecer e onde pode vir a ser útil, abrindo o seu lote de opções para o futuro", afirma a O JOGO Hélder Cristóvão.
"Esta adaptação a lateral abre ao jogador um lote de opções para o futuro"
O tecnico até vê como fácil a aprendizagem: "A sua adaptação será apenas de 30 por cento, pois o Benfica joga quase sempre no meio campo contrário e, por isso, no resto ele já tem os seus processos naturais."
Na formação, Diogo foi extremo e segundo avançado, num tempo que Hélder Cristóvão evoca. "Sempre foi um jogador agressivo, comprometido com o trabalho coletivo, e destacava-se pela responsabilidade. Nunca o adaptei porque lhe faltava corpo, era um jogador franzino. No segundo ano, quando se desenvolveu mais física e taticamente, comecei a colocá-lo como segundo avançado, onde teve muito rendimento. O Diogo já jogou a lateral-direito no Famalicão e cumpriu bem. Agora está a levar um reforço: com Jesus e dois centrais experientes ao lado dele [Otamendi e Vertonghen], tem tudo para correr bem", frisa o técnico.
Gilberto em vantagem
Para já, Diogo Gonçalves está a jogar mas tem a concorrência de Gilberto. O brasileiro parte, na opinião de Hélder Cristóvão, com vantagem. "O Gilberto não comprometeu e parte à frente neste período pós-André Almeida, sendo contratação do treinador. O Diogo vai ser concorrente direto e irá compensar o descanso do Gilberto", frisa o técnico.
