Ian Cathro agradeceu-lhe e Mourinho aplaude: "Está a deixar a sua marca em Portugal"

José Mourinho
AFP
Declarações de José Mourinho após o Benfica-Estoril (3-1), jogo da 17.ª jornada da I Liga
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Análise? Elogiou a pressão do Estoril: "O Benfica teve dificuldades, fez muita coisa bem, mas alguma coisa errada. Eu gosto sempre de relativizar as coisas e às vezes os adversários têm culpa nas tuas dificuldades. Eles jogam bem, são bem treinados, com bons jogadores, criam dificuldades tanto na posse - mesmo sem criar muitas oportunidades -, escondem bem a bola, circulam bem, metem muita gente e têm aqueles dois na frente que atacam a profundidade. Na minha opinião, o Estoril não é a melhor equipa para ser pressionada alta, porque eles desmontam bem essa fase e depois a equipa fica partida, isso aconteceu-nos um par de vezes na primeira parte, na segunda não. São também uma equipa difícil de analisar e de preparar o jogo porque às vezes têm comportamentos diferentes de jogo pra jogo. O Estoril apresenta dificuldades, tem uma maneira muito interessante de jogar e sabíamos que ia ser difícil. Não podíamos era sofrer um golo como e quando sofrermos, não se pode sofrer ao minuto 47 ou 48 com um 2-0, não se pode abordar aquele lance com aquela fragilidade ou pouca responsabilidade, porque uma coisa era chegar ao intervalo com um 2-0 ou 2-1. Ao intervalo o meu trabalho foi analisar taticamente algumas imagens e não deixar a equipa continuar frustrada, porque senti essa frustração a entrar no balneário. Estávamos a ganhar e era tentar aliviar aquela pressão e frustração que se sentia. Vitória que merecemos, na segunda parte controlámos bem o jogo, tivemos êxito quando o acelerámos. Havia alguma dúvida com o Sidny Cabral, por ser o primeiro jogo em casa num momento crucial, mas ele retirou as dúvidas logo no início e depois fez a assistência para o 3-0. Mas bom Estoril e bom jogo".
Ausência de Enzo Barrenechea e Aursnes não foi titular: "Diversos problemas. O Enzo já sabem desde ontem, o tempo de recuperação vamos ver, depende da abordagem médica à situação. O João Veloso tem uma situação muito parecida, vamos ver qual a abordagem médica, mas com estas semanas de três jogos que vamos ter, mesmo que seja uma abordagem mais conservadora, perde jogos e para nós é difícil, porque não temos assim tanta gente. o António Silva sentiu o músculo no aquecimento, na prática não foi um problema jogar o Tomás [Araújo], são um bocado diferentes, mas de qualidade não há grande. Não tínhamos era nenhum central no banco, tivemos o [Joshua] Wynder com uma lesão importante e também queremos ajudar a equipa B a estabilizar na classificação, porque é importante termos a B na II Liga. Isto de querer ajudá-los a ter mais experiência agora entra um bocadinho em conflito, mas não entre mim e Nélson Veríssimo [treinador da equipa B], aí só há cooperação. O Aursnes tem um problema que já se arrasta há algum tempo, a acumulação de jogos não ajuda e hoje quisemos evitar que ele jogasse, mas com o resultado em 2-1 e poucas opções de estabilizar o jogo, tinha de entrar para equilibrar caso as coisas não estivessem a correr bem do outro lado, com o Sidny. Jogou sem grande esforço 15/20 minutos; não foi ele que marcou os cantos; essa é uma das formas de protegê-lo, mas é um jogador de risco".
Ian Cathro, treinador do Estoril, quis agradecer-lhe publicamente o facto de ele ter chegado onde chegou, que importância isso tem: "Fala português melhor que muitos portugueses! São sempre palavras boas de ouvir, é melhor ouvir isso do que o oposto. Mas acho que ele tem uma trajetória muito própria. Se eu de certa maneira abri portas a quem não foi um grande jogador e a quem veio de um lado mais académico do que do campo, é natural que isso tenha acontecido quando eu iniciei naqueles anos de impacto súbito. É normal que aconteça, mas acho que ele está muito bem formado, tem experiência internacional - muitos anos com o Nuno [Espírito Santo], na Arábia, Inglaterra, na Premier League, que é sempre um palco de experiência importante, e em Portugal está a deixar a sua marca, seja em comunicação, social e no campo. A equipa tem lá a 'fingerprint' dele, ontem eu disse que o Estoril encontrou uma estabilidade e que não tem de olhar para trás, não tem aquela responsabilidade de acabar nos três primeiros, encontrou uma plataforma de estabilidade e não é só o jogar bonito, criaram um jogo em que jogam efetivamente bem mas também podem conseguir resultados importantes, mesmo com 'grandes'. Por isso é que dizia que era uma vitória importante, mas merecida".

