
Hugo Delgado/LUSA
O internacional português foi árbitro principal no encontro entre as seleções de sub-21 da Itália e da Dinamarca, com Jorge Sousa a auxiliar, na função de vídeo-árbitro.
Experiência com o video-árbitro: "Foi uma maior confiança por saber que estava alguém a observar o jogo e que a qualquer momento podia dar informações úteis, que teriam impacto decisivo sobre o jogo".
Transmissão de informação: "O fator primordial é a comunicação, que deverá ser minimizada. As intervenções devem ser poucas e assertivas. Sempre que o vídeo-árbitro falar, a primazia deve ser dada a esse elemento. O árbitro pode confiar na informação que lhe está a ser transmitida. Mas o árbitro pode também consultar as imagens no terreno de jogo. Temos de tentar minimizar o impacto, mas com o máximo de eficácia nas decisões".
Situações em que pode haver apoio do vídeo-árbitro: "Vamos dividir em dois aspetos: grandes penalidades e análise de toda a jogada de obtenção de um golo. Também em termos de expulsões não observadas pelo árbitro e identificação errada do jogador que devia ter sido expulso".
Erro na identificação do jogador expulso: "Quando o jogador deixa o terreno de jogo, o árbitro volta atrás na decisão e sanciona o jogador devido".
Vermelho direto: "O vídeo-árbitro deve dar a indicação, o árbitro interrompe o jogo, toma a ação disciplinar e o jogo recomeça em conformidade".
Irregularidade em jogada de golo: "Se houver infração ou fora de jogo não detetado, o golo será anulado".
Penáltis: "Também nas situações de hipotéticas grandes penalidades em que o árbitro não assinala ou assinala incorretamente, haverá correções".
