
Miguel Pereira/Global Imagens
Francisco J. Marques negou que tenha viajado à Guiné para contratar serviços de bruxaria e volta a deixar críticas ao Benfica.
No programa Universo Porto de Bancada, do Porto Canal, Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, negou a notícia de que se deslocou à Guiné. "Absolutamente mentira. Nunca fui à Guiné enquanto funcionário do FC Porto nem em qualquer outra circunstância. Gosto de África, mas nunca estive na Guiné. Quem me conhece sabe que jamais contrataria qualquer serviço de bruxaria. É verdade que fui contactado pela CMTV e esclareci, nunca estive na Guiné, não posso ter sido eu. Acresce ainda que as fotos supostamente entregues são de 2011/12. Isso sim, é bruxaria ter sido capaz de antecipar o patrocínio e o equipamento. Falei com o sr. Joaquim Pinheiro, na altura vice-presidente para a formação, e ele sim já esteve na Guiné. Até foi mais do que uma vez ao serviço do FC Porto e costumava viajar com o professor Ilídio Vale, hoje adjunto da seleção, que trabalhou vários anos ano FC Porto. Chegou a deslocar-se lá, porque historicamente o FC Porto teve jogadores da Guiné e foi com esse propósito [observação]. Disse-me que sempre que o FC Porto vai lá leva a ajuda possível, como medicamentos, camisolas, bolas...", explicou.
"Mas mais importante do que a reportagem, que é um devaneio daquele senhor que se intitula de mestre, é o comunicado que o Benfica faz. Acho que isso merece alguma atenção. Justifica o comunicado por estar a ser confrontando com vários pedidos de reação. É muito duvidoso, mas como não posso confirmar ou desmentir, adiante. Processo de violação de correspondência? Mentira. Nem eu, nem ninguém fez qualquer violação de qualquer sistema informático. Violação de correspondência? Mentira absoluta. Divulgação? Absolutamente verdade. O FC Porto teve acesso a um conjunto de informações sensíveis, porque temos divulgado muita coisa, mas não está em causa nenhum crime. Isto é quase como se o Nixon viesse queixar-se de alguma coisa no caso do Watergate. Este caso é do interesse público. Estamos a fazer a divulgação, porque é importante divulgar. Os adeptos merecem saber o que se faz nas costas deles. Os adeptos do Benfica merecem saber o que os dirigentes fazem ao contrário do que apregoam", sublinhou Francisco J. Marques.
