
Com 889 minutos em 900 possíveis até ao momento no Benfica, o médio nunca tinha jogado tanto na carreira em período semelhante no início de temporada
Aos 28 anos, Fejsa está a ter o melhor arranque de época da carreira. Peça fundamental para Rui Vitória, o médio-defensivo alinhou em 889 dos 900 minutos já realizados pelo Benfica, registo que nunca tinha alcançado desde o momento em que se tornou profissional. Apesar de ser um jogador marcado por problemas físicos recorrentes, que já o afetaram esta época, obrigando à dispensa dos trabalhos da seleção da Sérvia no último mês de setembro, Fejsa superou então as queixas, mantendo-se em forma e assumindo-se mesmo como o terceiro jogador mais utilizado até ao momento por Rui Vitória, atrás apenas do totalista Grimaldo (900") e de Nélson Semedo (892").
Titular nos dez jogos já disputados pelo campeão nacional esta época, Fejsa supera os 650 minutos somados em 2008/09, então ao serviço do Hajduk Kula, pelo qual tinha o seu melhor arranque
Sempre campeão nas últimas oito temporadas (ao serviço de Partizan, Olympiacos e Benfica), o internacional sérvio revelou, curiosamente, dificuldades nos arranques de temporada, falhando muitos minutos nos primeiros dez encontros das respetivas equipas. O melhor que o atual camisola 5 encarnado conseguiu foi precisamente há nove anos, ainda ao serviço do Hajduk Kula, clube onde se formou e revelou, tendo disputado em 2007/08 650 minutos, tendo alinhado, porém, em apenas oito dos dez desafios cumpridos pelo Hajduk Kula, falhando um deles contra o Leiria, na então Taça Intertoto.
Com duas épocas em branco (uma pelo Partizan e outra pelo Benfica) na fase inicial da época, ambas por ausência devido a roturas no ligamento cruzado anterior do joelho direito, Fejsa tinha como melhor utilização nas últimas épocas os 424" em 2013/14, época em que se mudou para a Luz, e na qual cumpriu ainda um jogo pelo Olympiacos (90"), disputando os restantes minutos já de águia ao peito, somando um total de seis jogos. Agora com dez partidas, o camisola 5 mais do que dobra o seu melhor registo em Portugal, complicando de forma séria, até porque Rui Vitória é um grande admirador das suas qualidades, a concorrência; Samaris, Danilo e Celis, sendo que os dois primeiros tiveram, entretanto, também lesões que os obrigaram a parar.
