
Presidente dos castores quer terminar a época com chave de ouro e só lhe passa pela cabeça derrotar os dragões.
A sair de um fim de semana carregadinho de emoções, Carlos Barbosa, presidente do Paços de Ferreira e que, nessa condição, escreve o nome a ouro na história do clube, só segunda-feira "voltou ao mundo"... "Passei o domingo numa festa de família, vivi com os mais próximos de mim a felicidade. Recebi muitas mensagens, muitos parabéns dos que me são mais queridos e de todos os que gostaram daquilo que conseguimos."
Entre a azáfama que está a provocar a organização do jogo do próximo domingo ("É preciso acertar tudo"), Carlos Barbosa disse a O JOGO que agora espera mais uma vitória... "No encontro com o FC Porto, nem penso noutra coisa senão na vitória. Queremos terminar com grande classe o campeonato, com a classe que nos permitiu chegar à Champions. Quero ganhar, claro", afirma perentório.
Mas a hora é também de olhar para a próxima temporada. "Já há muito que está a ser preparada. Temos algumas decisões tomadas, mas há questões que ainda teremos de conversar, de alinhar, enfim, o normal nestes processos, mas só na próxima semana é que trataremos de tudo isso. Para já, temos o jogo com o FC Porto, que queremos que seja um grande espetáculo."
O líder pacense tem consciência de que pode perder uma série de jogadores e até o treinador, mas mostra-se sereno. "Se o Paços está preparado para ficar sem o treinador? Até está preparado para a Champions", atira entre sorrisos. "Esse dossiê não está resolvido. Vamos ver, vamos ver. Esse e outros, mas com calma."
O que já não pode esperar é a remodelação no Estádio Capital do Móvel, tal como O JOGO adiantou "Estávamos à espera de garantir o apuramento para a Champions. Vem aí dinheiro, vamos tratar de arrancar com as obras depois do jogo com o FC Porto, mas não sabemos se teremos o estádio pronto para o primeiro jogo. Será difícil, mas vamos tentar."
Há entretanto uma certeza. Carlos Barbosa tinha dito a O JOGO, há três meses, que não prosseguiria no cargo, mas a situação deu uma volta: "Por vezes temos de voltar atrás e prolongar o tempo de trabalho e de sacrifício."
