Treinador do FC Porto na antevisão ao jogo frente ao Casa Pia, em Rio Maior, da ronda 20 da I Liga e com início às 20h45 de segunda-feira
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Benfica e Sporting saíram com confiança reforçada na Champions. Que influência pode ter no campeonato? "Antes de vir para aqui, sabia que vinha para uma liga muito competitiva, tentei fazer o meu trabalho de casa para chegar aqui preparado e consciente do cenário, tendo encontrado exatamente o que esperava. Competição forte. Equipas que estão realmente bem na Liga dos Campeões, mais duas que se apuraram diretamente na Liga Europa. O reconhecimento internacional reforça o quão boa é a liga e os treinadores. Temos de estar felizes por estes resultados e sublinha bem o nível do campeonato."
Calendário menos preenchido em fevereiro: "Vai ser um mês um pouco estranho, porque a última vez que tivemos um jogo por semana foi em agosto. É uma mudança de cenário, de rotina. No papel, parece muito bom, porque vamos ter mais tempo para trabalhar e para gerir casos individuais de outra maneira, colocando as coisas no local certo, mas também temos de estar cientes que este abrandamento tem de aumentar a nossa atenção. Normalmente, quando baixamos um pouco o nível, baixa o nível de adrenalina, o que não pode acontecer. Temos de saber lutar esta reação natural, para nos mantermos atentos e maximizar estes blocos com um jogo por semana, para nos prepararmos, para trabalhar taticamente e fisicamente, para refrescar a mente e para nos prepararmos para os últimos meses, que vão ser decisivos."
Diogo Costa e Bednarek falaram recentemente em alguns problemas no último terço. Tomada de decisão é uma questão de trabalho ou também pode ser de sobrecarga mental? Vemos que, por vezes, o passe não sai ou sai quando devia ser um remate.
"Concordo bastante com o que disse na última parte da sua pergunta. No outro jogo, marcámos três golos, mas provavelmente poderíamos ter encontrado a baliza mais cedo. Tenho em mente um lance do Pepê, outro lance do William, lances em que às vezes por falta de precisão no último passe ou porque a finalização não está ao nível pretendido, acabamos por desperdiçar oportunidades. Na realidade, penso que o trabalho que estes rapazes na frente têm feito - especialmente os que estão cá desde o início da época - tem sido muito bom, massivo. Já disse antes que, no nosso registo defensivo, há muito do suor e da energia que os avançados colocam em campo. Por isso, temos de estar gratos pelo trabalho que eles fizeram. Agora, com as entradas do Oskar e do Moffi, teremos a oportunidade de gerir melhor as energias na frente e, esperemos, isso trará também mais clareza mental e sangue frio em frente à baliza, para aproveitar ao máximo as oportunidades que temos criado. Mas o mais importante é manter o nível de intensidade e a ligação que os jogadores demonstraram até agora. Há coisas para manter, coisas para melhorar e, sem dúvida, temos muitos jogos pela frente."

