
André Luiz à esquerda
AFP
Em causa a transferência de André Luiz para o Olympiacos
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Em declarações à Imprensa grega no centro de treinos do Olympiacos, na quarta-feira, Evangelos Marinakis, proprietário do clube grego e também do Rio Ave, revelou ter recusado propostas por André Luiz e por Clayton que totalizavam "30 a 35 milhões de euros".
Marinakis recusou essas ofertas porque era "necessário reforçar o Olympiacos", disse, citado pelo jornal Dimokratia, numa intervenção que teve agora resposta por parte do Estrela da Amadora, parte interessada no que toca ao negócio envolvendo o extremo e que se sente prejudicado pelo facto de o jogador ter sido transferido por uma verba inferior.
"A confirmação pública desses factos pelo próprio interveniente coloca-nos perante uma situação que suscita sérias e legítimas preocupações. O Estrela da Amadora detém 10% numa futura transferência do atleta André Luiz. A verificar-se que existiram propostas de valor substancialmente superior às que vieram a ser efetivamente praticadas, tal circunstância traduz-se, objetivamente, numa diminuição direta da receita a que o nosso clube teria direito. Mais ainda: a opção de alienar ativos desportivos por valores inferiores a propostas assumidamente superiores levanta inevitáveis questões quanto à plena salvaguarda dos interesses económicos do próprio Rio Ave FC e dos seus parceiros contratuais. Não se trata de conjectura. Trata-se de valores tornados públicos pelo próprio responsável máximo do grupo em causa. O Estrela da Amadora reconhece que o fenómeno da multi-propriedade é hoje uma realidade do futebol global. Contudo, essa realidade não pode, em circunstância alguma, comprometer a transparência, a equidade económica, a proteção de terceiros contratualmente envolvidos ou a credibilidade das competições nacionais. O futebol português não pode correr o risco de ver clubes históricos transformados em meros instrumentos ao serviço de estratégias externas", pode ler-se em comunicado.
"Acresce que qualquer divergência material entre valores de mercado publicamente assumidos e valores efetivamente praticados pode produzir impactos económicos mais amplos, incluindo efeitos reflexos na esfera fiscal inerente a operações desta natureza, matéria que, como é evidente, compete às autoridades competentes apreciar. Perante este enquadramento, o Estrela da Amadora Irá reiterar a exigência de acesso integral à documentação da operação; recorrerá ao Tribunal Arbitral do Desporto para salvaguarda dos seus direitos e reserva-se o direito de participar às entidades competentes todos os factos públicos que, pela sua natureza, justifiquem averiguação adicional. O Estrela da Amadora continuará a agir com firmeza, responsabilidade e absoluto respeito pelas instituições, mas não deixará de defender integralmente os seus direitos nem de exigir a transparência que o futebol português merece", completa.

