
Arquivo/Global Imagens
O treinador do Aves, Fernando Valente, não deixou de mostrar orgulhoso com o desempenho da equipa no play-off.
Orgulhoso: "O Aves dignificou o futebol que se joga na II Liga e o jogo. Foram dois jogos fantásticos, com uma envolvência que nem a chuva desencorajou. Importante, neste momento, é agradecer o que a equipa fez para que toda a gente nas Aves se sentisse orgulhosa por este percurso. Tive a felicidade de trabalhar com gente fantástica. Pensei que não havia gente desta. Mereciam um prémio"
O jogo: "Em relação ao jogo, veio ao de cima a capacidade individual do Paços de Ferreira, numa situação de bola parada em que a bola desviou e deu uma margem confortável, mas houve reação. Na segunda parte, mesmo a perder, demos uma imagem do que queríamos, fomos à procura do golo. Tivemos oportunidades para o fazer e, se tem acontecido mais cedo, com certeza a história do jogo seria outra. O golo apareceu e naqueles minutos, antes do 3-1, toda a gente pensou que isto ia começar a arder, e ia, porque a alma veio ao de cima, mas o Paços de Ferreira fez o 3-1 e tranquilizou. Lidámos com estruturas que até a mim me impressionaram, o Aves cresceu sempre como equipa, tenho orgulho do que apresentamos em campo. Tenho de dar os parabéns ao Paços de Ferreira, que também não merecia estar nesta situação. É assim que os clubes crescem"
Gravata: As pessoas das Aves que vieram cá, com esta chuva... é uma imagem que nunca irei esquecer. Sou um representante dos jovens treinadores com mais de 50 anos, ambiciosos, que não têm nada por trás, não têm empresários e se recusam a alinhar em certos padrões instituídos no futebol. Hei-de ser jovem até aos 80 anos. Deixo aqui a minha homenagem à estrutura do Aves e aos seus valores. São esses que eu quero respeitar. Obrigado ao futebol por este momento. Hei-de lá chegar, é possível marcar a diferença. Entrei aqui de gravata e saio de gravata, porque isto é uma festa".
Continua no Aves? "Não sei. Gosto das pessoas. Quero é estar sempre perto de pessoas que acreditem. Se não for nas Aves, será noutro lado, porque eu hei-de treinar sempre. Nem que seja em casa, os meus filhos. Se puder lá ficar, muito bem. Mas, não estou preocupado com isso, antes em sair daqui orgulhoso do que fizemos e à espera de continuar".
