
Em 15 dérbis de Liga na casa leonina no século XXI, os êxitos foram divididos: cinco para cada lado.
São as contas do campeonato no século XXI: os resultados mostram-nos que o equilíbrio de forças entre Sporting e Benfica nos dérbis disputados no Estádio José Alvalade é absoluto. Nas 15 partidas realizadas naquele palco, os históricos rivais dividiram os sucessos: cinco para cada lado. E se direcionarmos a análise para a quantidade de golos marcados e sofridos, o saldo também nos dá um quadro de nivelamento, sendo ligeiríssima a diferença favorável às águias: 16-18. Pela perspetiva traçada, o duelo do próximo sábado, além de eventualmente decisivo para a atribuição do título nacional - defrontam-se os dois primeiros, separados apenas por um ponto, a dez rondas do fim -, será um tira-teimas para determinar quem manda.
O novo século abriu com uma vitória expressiva do Sporting, em 2000/01, época que finalizaria com o Benfica arrumado na sexta posição do campeonato, a sua pior classificação de sempre na principal prova do calendário futebolístico lusitano. A resposta dos encarnados foi, todavia, servida com dois êxitos de enfiada na casa dos leões, nas temporadas 2002/03 e 2003/04, como se pode observar no quadro anexo. Daí por diante, os vencedores foram alternando, com alguns empates à mistura.
Igualdades em épocas consecutivas (1-1), no entanto, só mesmo nas últimas duas (2013/14 e 2014/15), com Leonardo Jardim e, depois, Marco Silva ao comando dos verdes e brancos, enquanto as águias respondiam às coordenadas técnicas e táticas de Jorge Jesus, hoje ao leme dos sportinguistas. Em ambos os desafios, os anfitriões conseguiram adiantar-se nos festejos, mas não evitaram a reação do opositor, que forçou empates. Destes, o que está mais fresco na memória teve mesmo relevância na discussão do título nacional: Jefferson marcou aos 87", Jardel ripostou ao terceiro minuto depois dos 90" regulamentares, mantendo o Benfica com sete pontos de avanço sobre o Sporting (3.º) e quatro em relação ao vice-líder FC Porto.
Na pior época da história dos leões na Liga (sétimos classificados em 2012/13), o vizinho da Segunda Circular foi a Alvalade arrancar um 3-1 que, no entanto, não chegou para reclamar as faixas de campeão, celebradas pelo FC Porto depois de Jorge Jesus ajoelhar no Estádio do Dragão. Um ano antes (2011/12), o mesmo treinador vira o troféu escorregar de forma irremediável para as mãos dos portistas depois de tombar no terreno do Sporting (1-0), naquela que consta como a última vitória dos leões sobre o crónico adversário.
