
Apenas numa ocasião, contra o Moreirense, o Benfica reagiu ao resultado negativo após a saída do lateral-esquerdo. No domingo, no dérbi, saiu ao intervalo, entrando Fejsa para o seu lugar
Eliseu foi substituído em três das cinco derrotas do Benfica esta temporada - diante do Sporting, na Supertaça, não chegou a sair do banco de suplentes e no Dragão, frente ao FC Porto, cumpriu os 90". O lateral-esquerdo, contratado na última época por exigência de Jorge Jesus, este ano até tem feito parte das primeiras opções de Rui Vitória, mas acaba quase sempre por sair quando os resultados são adversos. Ou seja, quando o Benfica está a perder a tendência é levantar-se a placa com o número 19, dando ordem de saída do campo a Eliseu, tornando-o no elo mais fraco ou no homem que paga a fatura.
A substituição mais recente foi no último fim de semana, no dérbi com o Sporting. O Benfica estava a perder por 3-0 ao intervalo e Eliseu foi o sacrificado, entrando Fejsa para o seu lugar. Esta alteração obrigou Vitória a mexer em duas posições, sem conseguir, no entanto, mudar o resultado. Dias antes, frente ao Galatasaray para a Champions, o Benfica até entrou bem, marcando logo aos 2", mas o emblema turco reagiu e deu a volta ao jogo, provocando a reação habitual do treinador do Benfica: substituição de Eliseu, aos 66". Esta estratégia não é de hoje, tendo começado no início do campeonato: a perder com o Arouca desde os instantes iniciais, o treinador tentou dar a volta ao jogo atirando o internacional português para o balneário; saiu aos 68". Seguiu-se o Moreirense no histórico do lateral: a 17" do fim e com as águias em posição complicada, cedeu o seu lugar e o Benfica conseguiu dar a volta ao resultado. Esta, de resto, foi a única ocasião em que a substituição do lateral resultou. Com o Vianense, para a Taça, foi substituído aos 56", mas o Benfica já estava a ganhar: 1-0.
