"É um sorteio que dá para sonhar, todos acham que pode ser possível ir ao Jamor"

João Oliveira
AD Fafe
João Oliveira falou a O JOGO do sorteio que colocou o Torreense no caminho do Fafe
Figura importante no balneário do Fafe, o médio João Oliveira reagiu a O JOGO ao sorteio que ditou meia-final da Taça de Portugal, diante do Torreense, acreditando que há mais protagonismo por alcançar, após o clube ter afastado Moreirense, Arouca e, ainda com mais impacto e surpresa, o Braga. O médio que até esteve no ginásio, ainda com preocupações de uma cabeça ligada, após choque com Gorby, reuniu-se com os colegas e viu uma vibração especial, já que as bolas pouparam os minhotos da visão de um FC Porto ou Sporting, na meia-final.
"Houve todo o tipo de reações, umas mais eufóricas, outras mais discretas. É um sorteio que dá para sonhar, o pessoal ficou com confiança, todos acham que pode ser possível ir ao Jamor e poder escrever uma história ainda mais bonita, torná-la épica!", disse o médio, de 34 anos, que teve contributo ativo nesta campanha esplendorosa dos justiceiros, ao bisar na vitória, de 2-1, sobre o Arouca.
Segue-se o Torreense nesta viagem cheia de créditos e memórias. "Vão ser dois jogos complicados, recai algum favoritismo para eles, pelo orçamento, até porque foi uma equipa preparada para subir à I Liga. Tem bons argumentos, mas nós temos os nossos. Também nos consideramos fortes, vamos respeitar a estratégia e dar tudo uns pelos outros", aclara João Oliveira, sentindo que a segunda mão em Torres Vedras "é um pouco desfavorável."
"Vamos olhar com ambição de ir ao Jamor. Não era algo em mente quando isto começou, mas as coisas foram-se proporcionando. Falava-se em tom de brincadeira, mas, depois desta eliminatória com o Braga, face ao que temos feito, à saúde do grupo, a crença é imensa e o facto de ter saído o Torreense e não os outros, dá esperança", garante.

