
Duarte Gomes
Lusa
Diretor Técnico Nacional para a Arbitragem acredita que a profissionalização resultará num melhor trabalho das equipas de arbitragem
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Duarte Gomes apresentou a sua visão sobre a profissionalização da arbitragem, no contexto da apresentação das conclusões da Comissão de Arbitragem, esta sexta-feira, no 1º Congresso do Futebol Português.
"Temos aqui a primeira grande premissa, a questão da profissionalização. Quem é profissional não é melhor porque vai ganhar mais no final do mês, é melhor porque vai dedicar mais tempo a ser melhor naquilo que faz. Treina mais, trabalha mais, faz mais análise de vídeo. Mais preparação resulta num desempenho melhor. É uma questão de A mais B, não engana. Isto vai traduzir-se, também, numa maior responsabilização dos árbitros, que estarão sujeitos a critérios diferentes de ordem deontológica, em termos éticos, e a avaliações absolutamente transparentes para todos. O futebol tem muito a ganhar com esta perceção exterior de transparência, de independência, quando perceber que também existirão relatórios divulgados com frequência, acompanhamento de auditorias externas e internas que possam, de uma forma independente, garantir que tudo o que é feito em termos de nomeações, classificações, de trabalho dos árbitros, que está a ser monitorizado de uma forma constante. A própria pedagogia que se consegue fazer através dos processos de decisão, dos esclarecimentos técnicos, poderá contribuir para o fim do ruído. A ideia é muito benévola, como acontece já na PGMOL em Inglaterra, e em modelos mais ou menos semelhantes na França, na Alemanha e em Espanha, que também estão a caminhar para aí", explicou o Diretor Técnico Nacional para a Arbitragem.

