
Deniz Gul marcou no empate frente ao Viktoria Plzen
EPA
Em 2026, média de golos marcados caiu para menos de metade. Jogadores assumem erros
O FC Porto não entrou em grande em 2026. É verdade que venceu três dos quatro jogos disputados, com exceção do empate na Chéquia, mas há uma notória quebra na produção ofensiva, em particular na eficácia. Frente a Plzen, Vitória, Benfica e Santa Clara, a equipa orientada por Farioli só marcou um golo - e em Guimarães apenas de penálti -, baixando para menos de metade a média por jogo.
Até final de dezembro, a equipa marcava 2,15 golos por partida, agora apenas um. A pontaria não é a mesma e tem feito a diferença, porque o número de remates enquadrados está praticamente inalterado em relação à primeira metade da época, tendo até sido bem superior na quinta-feira (oito), pese a vantagem numérica em toda a segunda parte.
No final do jogo, Diogo Costa e Bednrek, o capitão e um dos líderes do balneário, colocaram o "dedo na ferida". "Muito sinceramente, já vindo dos últimos jogos, andamos a pecar no último terço. Estamos a decidir mal dentro da área e a demorar a isolar o último homem", atirou o guarda-redes, com o central a falar na necessidade de haver "mais qualidade no último terço". E até Farioli aceitou que a equipa "não atacou com a qualidade habitual". O trabalho de casa está identificado, mas o tempo não ajuda. Depois de amanhã, já há jogo com o Gil Vicente.

