
Rui Costa
SL Benfica
Tendo em vista as próximas duas temporadas
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A SAD do Benfica e a operadora de telecomunicações NOS confirmaram esta segunda-feira que estão a negociar sobre os direitos de transmissão televisiva de jogos de futebol dos encarnados das próximas duas temporadas.
Segundo comunicados de ambas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em causa está a "celebração de um acordo de direitos televisivos referente às épocas desportivas de 2026/27 e 2027/28".
A ligação contratual entre o Benfica e a NOS iniciou-se em 2016/17 e vai ser prolongada agora mais dois anos, até ao previsto arranque da centralização de direitos audiovisuais, em 2028/29, decretada em 2021 pelo Governo. O vínculo expirava no final desta temporada, assumindo a operadora o intervalo em falta, num acordo que deverá ser anunciado em breve, depois de cumpridas todas as formalidades, e que permitirá ao clube da Luz um encaixe que irá superar os 100 milhões de euros, ou seja, mais de 50 milhões de euros por época.
O contrato com a NOS irá abranger os direitos audiovisuais, tanto de televisão como das plataformas digitais, dos jogos do Benfica em casa, com transmissão na BTV, mas também das partidas das modalidades do clube, estando excluídos os encontros dos encarnados na Liga dos Campeões e Taça da Liga e Taça de Portugal. Em contrapartida, a operadora garante, em regime de exclusividade, a continuidade como parceiro de telecomunicações e tecnológico, impedindo o clube de assumir outros vínculos de patrocínio nesta área, sendo de salientar que desde o início da ligação entre as partes, então com Luís Filipe Vieira como presidente, o emblema da águia encaixou um total de 400 milhões de euros.
O presidente dos encarnados havia colocado a fasquia de negociação dos direitos para os dois anos em falta nos 60 a 70 milhões de euros, como afirmou nas diversas entrevistas que concedeu durante o período de campanha eleitoral que resultou na sua reeleição. O contrato agora negociado, em que a NOS assumirá outros custos operacionais encarnados, poderá aproximar-se muito do valor mais baixo desse intervalo, mas é visto internamente como um negócio importante para a meta dos 500 milhões de receita que têm sido visados pelos dirigentes benfiquistas.

