
Vitinha e Diogo Costa foram companheiros no FC Porto. Jogam agora juntos na Seleção
Mário Vasa
Guarda-redes do FC Porto concedeu uma entrevista ao The Athletic
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O campeonato português: "Há muitos jogadores que vão para a Premier League, para a liga espanhola, para a liga alemã e, de modo geral, dão-se sempre bem. Aí já dá para ver o nível da liga portuguesa, e ainda temos o exemplo dos treinadores portugueses. Nós, os portugueses, somos um povo que percebe bem o que é o futebol, temos esse orgulho e esse jeito para o futebol. Na seleção portuguesa qualidade não falta e esses são os indicadores que fazem do campeonato português uma boa liga."
Talento: "O que eu quero é ganhar e, para ganhar, quero sempre ter os melhores comigo. Acho que isso é normal. Toda a gente sabe que a liga portuguesa não é como a Premier League a nível financeiro, por isso vemos tantos jovens a sair muito cedo de Portugal. Obviamente que eu gostaria de ainda ter o Vitinha no FC Porto, e posso dar inúmeros outros exemplos. Acho que é por essa capacidade financeira, que não está ao nível da Premier League ou de outras ligas, que não conseguimos segurar os melhores."
A realidade financeira: "Desde a adolescência que existe esse trabalho psicológico e cedo nos mentalizamos de que a vida de futebolista é muito oscilante. Todos os anos existe a dúvida se fico ou saio. Hoje em dia, ser jogador é estar preparado para esses momentos, para nunca ficarmos só num clube. No meu caso pode acontecer, mas o que hoje vemos mais é jogadores a sair."
Bloqueios aos guarda-redes: "Em muitos momentos é um exagero e não se marca falta porque é a Premier League. Há lances em que é realmente um exagero, mas pronto, é o que é, temos de estar preparados para nos adaptar e para crescer nisso."

