
Bruno Fernandes
MÁRIO CRUZ
Di Natale, antigo avançado italiano, perspetiva voos mais altos para o médio que foi seu companheiro na Udinese
Com apenas 17 anos, Bruno Fernandes chegou a Itália, proveniente do Boavista, sem passar por um dos grandes em Portugal. Começou a primeira temporada ao serviço da equipa júnior do Novara, mas em novembro passou logo a integrar a equipa principal que, nessa época, disputava a Serie B. Ali ficou apenas um ano, porque a Udinese não perdeu tempo e adquiriu o jovem talento. Em Udine, começou por trabalhar com os juniores, mas uma vez mais, o salto para a primeira equipa foi apenas uma questão de dias. Ali, inserido na elite, o miúdo começou a beber a sabedoria do grande craque da equipa que, à boleia dos 23 anos de diferença entre ambos, desempenhou o papel de mestre e irmão mais velho. "É normal dar conselhos. Falávamos sempre, mas o mais importante é que eu expliquei-lhe várias vezes que não adiantava nada fazer um ou dois bons jogos e depois desaparecer. O que faz a diferença é jogar bem e dar sempre algo mais todas as semanas, ou seja, a consistência. É isso que ele tentava fazer e vejo que continua assim", revelou Di Natale.
Garantindo que Bruno Fernandes "encantou" o treinador Francesco Guidolin e os companheiros de equipa logo nos primeiros toques na bola, o sexto maior goleador do campeonato italiano, com 209 golos, recordou que a irreverência do seu pé direito contrastava com uma personalidade tímida. "Lembro-me do primeiro dia dele em Udine. Tinha vergonha de falar. Era mesmo um miúdo, muito novo [19 anos em 2013]. Nas primeiras semanas, estava sempre calado. Era tímido, mas depois soltou-se ao perceber que éramos um grupo muito alegre. Em Udine éramos realmente uma família muito unida e também por isso o Bruno adaptou-se muito bem. Tem um grande talento e foi bem acolhido", rematou Di Natale.
