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Atual presidente do Sporting veio a público comentar as propostas do candidato à liderança do clube leonino, deixando várias críticas. "Ainda não passou de um projeto e os orçamentos já estão a derrapar".
"Quando entrei, o Sporting era o clube em pior situação dos três grandes ao nível financeiro. Neste momento somos o clube que está melhor", começou por dizer, num discurso no Núcleo Sportinguista de Moura.
"O candidato [Madeira Rodrigues] decidiu entrar pelo ataque pessoal e recorreu a um discurso sobre instabilidade familiar. Desafiou-me até a mostrar as minhas declarações de rendimentos de antes e de depois entrar para o Sporting. Para que este senhor saiba, antes do Sporting eu comecei muito cedo com muito trabalho porque nada me foi dado. Foi isso, aliás, que me permitiu ligar-me a uma causa social, contribuindo para a sociedade. Criei uma fundação, que diariamente ajudou milhares de crianças carenciadas. Obviamente que não tinha um elevado salário, os meus valores não me permitiam isso. Estava ali para retribuir o que a sociedade me deu", acrescentou. "Não vou mostrar nada, não vou entrar nesses jogos, mas esse senhor que vá ver os meus rendimentos antes de eu ter contribuído para a sociedade, algo que ele nunca fez. Aí, sim. Que faça aí a comparação. Tudo o que fiz foi por mérito e esforço, nunca à boleia de qualquer cunha", rematou
"O pseudoprojeto do outro candidato tem várias pérolas"
Bruno de Carvalho falou das ideias apresentadas por Madeira Rodrigues, entre elas o fecho do fosso do Estádio de Alvalade. Aí, o atual presidente voltou a jogar ao ataque. "É capaz de ser divertido fazer simulações em software. O pseudoprojeto tem várias pérolas, entre elas o fecho do fosso. Mas basta olhar para as imagens para ver que o fosso continua lá. O que é proposto é a criação de três filas de cadeiras, onde as pessoas não conseguiriam ver nada para o relvado e ainda atrapalhavam os outros adeptos", declarou.
Orçamento de Madeira Rodrigues
"O candidato falou que a obra, que teria uma série de coisas e que teria um custo de 1,5 milhões. Eu gostaria de o ter conhecido antes, quando trabalhava na construção, porque este senhor trabalha barato. Após um estudo aprofundado, com pessoas competentes, chegámos à conclusão de que o custo seria de, no mínimo, 2,5 milhões. A candidatura adversária ainda não saiu de um projeto e já está a derrapar nos orçamentos", disparou.
Apelo ao voto
Por fim, o atual presidente e também candidato às próximas eleições do Sporting apelou ao voto dos sócios. "Chega de falsidade, de mentiras e de manchar o nome do Sporting. É preciso ter personalidade e caráter para se ser candidato e do outro lado, infelizmente, isso não se verifica. Dia 4 de março apelo ao voto de todos. Quando cheguei, ninguém queria ser presidente do Sporting. Desta vez, é fundamental votar para o Sporting continuar forte, a crescer e para o próximo ano dar as alegrias que todos os sportinguistas querem", concluiu.
