
Daniel Sousa, treinador do Gil Vicente
LUSA
Declarações de Daniel Sousa, treinador do Gil Vicente, na antevisão ao jogo com o FC Porto, a contar para os quartos de final da Taça da Liga (quarta-feira, 20h15)
Daniel Sousa, adjunto e observador das equipas técnicas do antigo treinador do FC Porto, André Vilas Boas, o novo timoneiro do Gil Vicente tem, quarta-feira, o principal teste aos seus primeiros passos em Barcelos, depois de três jogos sem derrotas, somando duas vitórias, frente a Nacional e Portimonense, e um empate contra o Covilhã, partidas a contar para a Taça da Liga. E é precisamente nesta competição, e logo numa fase decisiva, a eliminar num só jogo, que se dá o seu "regresso" ao Dragão, onde trabalhou, em 2010/11.
Questionado, esta terça-feira, em conferência de imprensa, se sente que este poderá ser o seu jogo de "afirmação", atendendo ao mediatismo de defrontar o atual campeão nacional, Daniel Sousa, que está pela primeira vez a assumir a liderança de uma equipa técnica, afastou protagonismos pessoais: "Quero é a afirmação da equipa. A minha não conta. Essas contas podem fazer-se, mas no final da época".
Referindo que, pouco mais de um mês depois da sua chegada, "tem havido uma evolução notória" na forma de jogar e que "já se pode ver algumas ideias" daquilo que pretende, reconheceu, no entanto, que "nesta fase o mais importante quase que é mudar o chip", concluindo que não acha que esteja a ter "sorte de principiante. Não acredito nosso. Acredito mesmo que aquilo que acontece nos jogos é resultado do trabalho semanal que vamos fazendo no treino, sem varinhas mágicas".
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Daniel Sousa disse, por fim, não acreditar num FC Porto mais enfraquecido devido a eventuais ausências dos internacionais que estiveram no Campeonato do Mundo, ou por poupanças, até porque, relembrou, esta Taça da Liga, que está a decorrer num contexto de paragem de competições nacionais, quase que obrigando todos os treinadores a colocarem os melhores em campo: "É um tempo muito longo de paragem. É preciso dar ritmo competitivo aos jogadores. Acho que o mister Sérgio vai por a melhor equipa, mesmo sem todos os internacionais, até porque a marca do Porto é essa sede de vencer em qualquer competição".
