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Médio cedido pelas águias ao Pescara destaca futebol de alto nível do Nápoles, que diz jogar como poucas equipas na Europa
Emprestado pelo Benfica no início da época ao Pescara, Cristante conhece bem o Nápoles, equipa que até já travou. Prevendo dificuldades para o Benfica, sublinha, porém, em entrevista a O JOGO, o bom momento de forma das águias.
Como descreve e classifica o Nápoles? O Estádio San Paolo é conhecido pelo seu forte ambiente. Vai ser complicado para o Benfica?
-Nápoles é paixão: vive do futebol, no futebol e com o futebol. Tem um público fantástico e um ambiente sempre muito quente. Não será um passeio para o Benfica.
Quais são os pontos fortes e os pontos fracos do adversário do Benfica?
-O Nápoles joga futebol como apenas quatro ou cinco equipas em toda a Europa se arriscam a fazer. São bem treinados e jogam um futebol maravilhoso. Hamsík aponta à baliza dos rivais com extrema facilidade. No ataque, são muitos e imprevisíveis. Atenção a Mertens, que está a atravessar um grande momento de forma. Pontos fracos há poucos, é difícil apontar; talvez o facto de a linha defensiva ter pouca experiência internacional. Ter experiência na Liga dos Campeões nunca é demais.
O Pescara já travou o Nápoles esta época, empatando 2-2. Como se pode fazê-lo? Que indicações receberam por parte do treinador para parar o Nápoles?
-Jogámos como sabemos. A equipa do Nápoles está habituada a jogar com a bola no pé. Por isso, se for pressionada pode ficar em dificuldades. O nosso treinador pediu muita agressividade, sobretudo logo na zona de construção, na saída da defesa.
Conhece bem o Benfica e Rui Vitória. O que pode fazer o Benfica no jogo desta noite?
-O Benfica é um clube de topo. E os clubes de topo têm força, história e tradição. O Nápoles teme o Benfica, sobretudo nesta fase em que os meus ex-companheiros estão em boa forma no campeonato, que já lideram, fruto de cinco vitórias e apenas um empate. São uma máquina praticamente perfeita.
