
André Silva, entrevistado pelo Porto Canal, garante estar disposto a jogar por ele e por quem confiar nele. Além disso, pensa em superar todos os desafios e motiva-se mais quando erra
André Silva prometeu "dar sempre o melhor" enquanto estiver no FC Porto. "A garra que tenho dentro de mim nunca a vou perder. Se algum dia perder isso, deixo de jogar futebol. Vou continuar a ser quem eu sou, mesmo que as pessoas apontem o dedo", atirou. "Quando visto a camisola do FC Porto, dou o meu melhor, tento honrá-la ao máximo. As coisas às vezes não acontecem da maneira que queremos, mas o sentimento continua a estar lá", acrescentou, recordando que evoluiu por culpa do clube. "Colocou-me em treinos específicos para evoluir a técnica e a finalização. Isso ajudou-me a chegar onde hoje estou. Era um treino que todos os miúdos gostavam, essencialmente de fintas e finalização. Não era preciso defender, nem nada desse género", frisou.
O avançado recusar a pressão de ser um jogador jovem. "Não olho para mim e vejo essa responsabilidade. Se as pessoas depositam confiança em mim e acham que sou capaz de o fazer, eu próprio tenho de me mentalizar de que sou capaz de surpreender essas pessoas e muito mais além. No jogo com Braga, o Rui Pedro também terá pensado desta forma e o certo é que nos ajudou bastante. Estas coisas não são obra do acaso", sublinhou.
André Silva recordou o início da época, que foi bastante positivo, com golos ao Rio Ave, ao Roma na Champions e ao Estoril. "É verdade que todos os pontas de lança querem marcar um golo por jogo, mas não estava a pensar nisso. Vinha da pré-época com a equipa A, que me correu bem, estava confiante. Senti, nessa altura, que neste ano podíamos fazer alguma coisa", referiu. Pouco depois, Nuno Espírito Santo atribuiu-lhe a responsabilidade de marcar os penáltis. "Estou disposto a superar todos os desafios. Se o míster me perguntasse antes se eu queria bater penáltis, eu dizia que sim. Eu quero ser sempre útil à equipa. Não havia outra solução que não fosse meter a bola dentro da baliza, mostrando ao míster que a confiança que depositou em mim não foi em vão", frisou, não se mostrando incomodado com os falhanços. "Não fico marcado por isso. Se calhar ainda sinto mais motivação para não voltar a falhar. Se mostram que confiam em mim, dou mais de cem por cento de mim em campo. Se alguém confia em mim, não vou lutar só por mim, mas também por essas pessoas", atirou.
