
Moreirense-Belenenses SAD, esta temporada
LUSA
O clube foi condenado na pena acessória de suspensão de participação em competição desportiva por um ano.
O Tribunal da Relação do Porto confirmou a condenação do Moreirense ao pagamento de uma multa de 112.500 euros, num processo de corrupção desportiva em que foram condenados outros cinco arguidos, informou hoje a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.
Numa nota publicada na sua página oficial na Internet, a PGD do Porto refere que a Relação manteve "na íntegra" a condenação dos arguidos e "nos precisos termos" que havia sido decidida na primeira instância.
Em setembro de 2018, o Tribunal da Feira condenou o Moreirense na pena única de 450 dias de multa à taxa diária de 250 euros, perfazendo o montante global de 112.500 euros, por quatro crimes de corrupção ativa no fenómeno desportivo.
O clube foi ainda condenado na pena acessória de suspensão de participação em competição desportiva por um ano.
Sabe O JOGO que o emblema minhoto, representado pelo advogado Ricardo Sá Fernandes, já está a preparar o recurso para o Tribunal Constitucional, uma vez que se aplica a "dupla conforme" (duas condenações iguais) e não é recorrível para o Supremo. Este recurso não tem, contudo, efeitos suspensivo da sentença.
Este caso remonta 2011/2012, sendo que na altura o Ministério Público acusou o Moreirense - na altura na II Liga - de tentar subornar seis jogadores de clubes adversários O advogado do Moreirense, Ricardo Sá Fernandes, defendeu então que a decisão não colocava em causa a participação do clube na liga profissional, uma vez que o condenado era o Moreirense e não a SAD, entidade que disputa a I Liga.
Neste processo são ainda condenados Pedro Miguel Magalhães, filho de Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, e um antigo vice-presidente Manuel Orlando "Alhinho", a três anos de prisão com pena suspensa, por corrupção, bem como o ex-futebolista Nuno Pereira Mendes, por corrupção e branqueamento, na pena suspensa de três anos e meio de prisão.
