
Reuters
Iker Casillas admite que não gostou da condição de suplente no Europeu de França. Revelações numa entrevista ao Porto Canal.
Europeu no banco: "Não gostei. Claro que tinha a esperança e a ilusão de jogar e estar na baliza, mas também entendia com o que se tinha passado antes e durante na seleção. Havia apenas de respeitar a decisão do selecionador, neste caso do senhor Vicent Del Bosque. Sendo capitão, procurei ajudar da maneira que podia os meus companheiros algo que aprendi tempos atrás na seleção".
Futuro na seleção espanhola: "Não acho que tenha um ciclo que terminou. Mantenho-me disponível. Primeiro quero fazer as coisas bem no meu clube e se o selecionador achar que posso ser chamado, irei. Depois de tanto tempo e de falar com Julen aqui no Porto, ele disse-me que ia apostar no De Gea, disse-lhe que respeitava perfeitamente essa opção e parece-me uma decisão acertada, é um jovem rapaz, com ilusão, que está bem no Manchester e se em algum momento achar que posso voltar, ele disse que falaria comigo. Ele disse-me que ia aposta em De Gea, mas não me excluiu da seleção. Ele já me conhece, já me tinha visto e se houve algum momento em que precisasse de mim me iria transmitir. São muitos anos, muitas partidas, muitos títulos. Em momento algo irei renunciar ao meu país".
Lopetegui: "Depois do Europeu e da política que tem a Federação Espanhola, havia três ou quatro possibilidades. E Julen já conhecia a casa, a gente que lá trabalha, desde que ganhou o Europeu com os sub-21 e também porque viram nele capacidade para fazer a mudança que pretendem na seleção nacional. Parece-me acertada e quando estive com ele agradeci-lhe por me trazer para o Porto. E, nesse sentido, desejo o melhor êxito para o selecionador espanhol".
Surpreendido com Portugal campeão europeu: "Sinceramente fiquei. Porque não via Portugal com um dos favoritos. Ao ver as fases de grupos creio que era uma das equipas que podia ocupar um lugar na final. O caminho até à final foi mais acessível do que para a Itália, Espanha, França ou Alemanha, mas não se pode tirar qualquer mérito à seleção que chegou à final e ganhou à França, que é forte e ganhou a seleções importantes".
