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Helton recorda título e vê clássico de domingo como "um dos jogos mais importantes da época"
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O antigo guarda-redes do FC Porto Helton recordou a conquista do campeonato no Estádio da Luz, em 2011, e anteviu o clássico de domingo frente ao Benfica, considerando-o "um dos jogos mais importantes da época". "Não tem como não lembrar o clássico onde nós fomos campeões. Nós fomos campeões pela primeira vez na Luz nesse ano. Isso é fantástico, fica sempre na memória", afirmou o ex-capitão dos dragões, em declarações à agência Lusa.
Helton recorda sobretudo as circunstâncias em que alinhou nesse encontro, apesar de não estar nas melhores condições físicas, num jogo que acabaria por marcar a história recente do clube portista. "Quando penso nesse dia lembro-me de que nem tinha condições de ir a jogo. Depois de conversar com o doutor e com o míster - que hoje é o nosso presidente - pedi para jogar, porque queria muito estar ali. Consegui ir a esse jogo, com algum Voltaren no corpo, e fomos campeões", contou, numa referência a André Villas-Boas, treinador do FC Porto nessa época e atual presidente do clube.
O antigo internacional brasileiro lembra também o ambiente vivido no estádio do rival e a intensidade emocional do momento em que o título ficou confirmado. "O ambiente é aquilo que todo atleta de alto rendimento quer encontrar: pressão, jogar na casa do adversário, com possibilidade de ser campeão. É maravilhoso. No final, foi um misto de emoções, aquela sensação de dever cumprido", recordou.
Para Helton, conquistar um campeonato na casa do maior rival é um momento raro e particularmente marcante na carreira de qualquer jogador. "Quando olhamos para trás, sem dúvida nenhuma que é um dos maiores momentos que ficaram marcados na minha carreira", assumiu.
A poucos dias de mais um Benfica-FC Porto, o antigo guarda-redes considera que o clássico continua a ocupar um lugar especial no futebol português. "Quando chega um clássico destes sabemos que é, sem dúvida nenhuma, um dos jogos mais importantes da época, pela rivalidade que existe entre as equipas", sublinhou.
Helton admite que a posição das equipas na tabela classificativa pode acrescentar responsabilidade ao encontro, embora não altere a natureza do duelo. "Quando chega um clássico, a classificação pesa no sentido do comprometimento e da responsabilidade, mas isso não dá tranquilidade à equipa que vai à frente. Quem vem atrás tenta sempre diminuir a diferença", explicou.
Ainda assim, o brasileiro não acredita que o jogo possa, por si só, decidir o campeão nacional. "Existe uma diferença entre as equipas, como primeiro e terceiro classificados, mas isso não quer dizer que seja já a definição do campeonato. O mais importante para quem vai à frente é manter-se à frente e aumentar a distância para quem vem mais próximo", analisou.
Com mais de uma década de clássicos vividos na baliza portista, Helton garante que a pressão destes jogos é permanente, independentemente do estádio. "No FC Porto a pressão é constante. Seja no Estádio da Luz, em Alvalade ou em qualquer outro estádio, ela existe sempre", referiu.
Capitão durante várias épocas, o brasileiro procurava também transmitir ao grupo a ideia de responsabilidade coletiva em encontros desta dimensão. "A responsabilidade não é só de quem carrega a braçadeira. É de todo o grupo. Todos têm de assumir esse compromisso", concluiu.
O FC Porto, líder do campeonato, com 65 pontos, desloca-se este domingo, às 18h00, ao Estádio da Luz, para defrontar o Benfica, em terceiro lugar, com 58, numa partida da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e que vai ser arbitrado por João Pinheiro, da associação de Braga.

