
Zalazar bisou na vitória em casa do Nacional
Lusa
Calendário sobrecarregado com grandes jogos contra o Sporting e FC Porto e a eliminatória europeia com o Ferencváros
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O Braga joga boa parte da temporada neste mês de março. A equipa arsenalista tem um calendário sobrecarregado, com exigência máxima no campeonato e nas competições europeias. Além de jogar praticamente de três em três dias, com viagens pelo meio, tem pela frente adversários de grande nível, a começar pelo Sporting, já no sábado. Segue-se a deslocação a Rio Maior para defrontar o Casa Pia (dia 15) e a receção ao FC Porto (dia 22). Pelo meio, os guerreiros jogam o futuro na Liga Europa com os húngaros do Ferencváros. A primeira mão dos oitavos de final está marcada para dia 12, em Budapeste, e a segunda será seis dias depois, na Pedreira.
Um calendário muito apertado e fisicamente exigente, sem esquecer que o Braga é uma das equipas portuguesas com mais jogos nas pernas na presente temporada. São já 45 partidas, em todas as competições, tantas como o Benfica (45), mais do que Sporting, (39) e FC Porto (37).
Na I Liga, o plano passa pela consolidação do quarto lugar, objetivo mínimo para uma equipa que apostou forte para esta temporada, e que tinha como meta alcançar um troféu. Carlos Vicens já disse, por diversas vezes, que o melhor ainda está por vir, certamente apostando numa ponta final de temporada de grande nível, seja a nível interno, que permita ainda lutar pelo terceiro lugar, ou num brilharete na Liga Europa.
O sucesso nesta ponta final passa pelo bom momento que a equipa atravessa. Com sete vitórias nos últimos nove jogos, o Braga provou, nas últimas duas partidas, contra o V. Guimarães, em casa, e na Madeira, diante do Nacional, que a má exibição em Barcelos, contra o Gil Vicente, punida com derrota, foi um acidente num percurso que tem sido em ascensão. Esse jogo marcou, inclusive, o fim de um ciclo de seis jogos consecutivos sem sofrer golos.
Em termos ofensivos, o Braga também demonstra uma capacidade assinalável. Esta época, aliás, só não marcou em cinco jogos: em casa contra o Nacional e o Gil Vicente; fora diante de Go Ahead Eagles, Estoril e Levski Sofia. Dos 93 golos marcados, Zalazar (20), Ricardo Horta (16) e Pau Víctor (11) foram autores de mais de metade (47).

