Bednarek: "Às vezes falta paciência, queremos resolver a jogada depressa demais"

Jan Bednarek
AFP
Jan Bednarek, defesa-central do FC Porto e da seleção da Polónia, em entrevista aos canais oficiais da Federação Polaca de Futebol, juntamente com Jakub Kiwior e Oskar Pietuzsewski
Paixão dos adeptos do FC Porto: "Não tinha noção, antes de vir, da religião que o clube é para os locais. Eles vivem isto intensamente. Os sucessos com o Mourinho, a Champions... o clube cuida muito da história. Quando chegamos ao estádio, passamos por aquele túnel com as fotos das lendas. Queremos um dia estar lá, a segurar um troféu. O centro de treinos também tem o nome do Jorge Costa, o que mostra o cuidado com as pessoas que serviram o clube."
Trabalhar com Farioli e a solidez da defensiva do FC Porto: "Há muitos detalhes, o treinador foca-se muito nisso. Para mim, foi novo tratar a saída de bola como um lance de bola parada. É interessante. Os nossos jogadores ofensivos têm muitas tarefas defensivas, por isso sofremos poucos golos. É mais difícil bater 11 jogadores do que sete ou oito. No treino, talvez 30% seja defesa e 70% ataque, mas o sistema exige muita atenção às interdependências. Os automatismos já estão a aparecer."
A preparação que a equipa técnica dá aos jogadores: "O treinador mostra-nos animações táticas num ecrã tátil e depois, no jogo, acontece exatamente igual. É incrível. A equipa confia plenamente nas ideias dele."
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A liderança de Bednarek: "Eles fizeram o research deles, sabiam o que eu podia dar. Tento ajudar toda a gente, falo alto, dou indicações. No início da época não nos focámos em promessas de troféus, mas em trabalhar no duro para mostrar aos adeptos que somos uma boa equipa. Temos uma mistura de juventude e experiência. Mostrámos que somos uma equipa que aguenta a pressão."
Equipa confortável num bloco mais baixo, à espera da pressão: "No início da época as equipas pressionavam-nos mais, e para nós é mais fácil assim, porque encontramos espaços. Tentamos convidar a pressão para depois explorar o espaço livre. Se o adversário está fechado, temos de jogar longo ou circular mais."
O que pode ser melhorado: "Às vezes falta paciência, queremos resolver a jogada depressa demais. Como defesa, se um avançado faz um movimento e não recebe, à segunda ou terceira vez a minha concentração pode baixar. Temos de ter essa calma para cansar o adversário. Há muita qualidade na frente para finalizar melhor."
Sucesso nas bolas paradas: "Dedicamos muito tempo a isso e dá resultados. Em Inglaterra diziam que 25% dos golos vinham de bolas paradas. Nós estamos com 23% esta época. Temos de melhorar para chegar aos 25%."

