
Aursnes
Benfica
O internacional norueguês disse que "tratar uma pessoa por ter uma aparência diferente" ou com base na cor da pele "é totalmente inaceitável".
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O futebolista do Benfica Fredrik Aursnes disse esta terça-feira que o racismo é "totalmente inaceitável" em qualquer circunstância, mas recusou comentar o caso concreto que envolve o colega de equipa Gianluca Prestianni.
Questionado sobre o caso de Prestianni esta terça-feira em Madrid, Fredrik Aursnes disse que não iria fazer comentários sobre o tema, mas que, "genericamente", considera que "não há qualquer espaço para o racismo em nenhum lugar".
O internacional norueguês disse que "tratar uma pessoa por ter uma aparência diferente" ou com base na cor da pele "é totalmente inaceitável".
O jogador do Benfica falava em Madrid, no estádio do Real Madrid, na conferência de imprensa previa ao jogo da segunda mão do play-off de acesso aos oitavos de final da "Champions" que oporá as duas equipas, na quarta-feira, na capital espanhola.
Nem Aursnes nem o treinador-adjunto do Benfica, João Talhão, também presente na conferência de imprensa, fizeram comentários sobre o caso Prestianni e Vinicius Júnior, alegando que o Benfica já tomou posição sobre o assunto e que há um processo a decorrer na UEFA.
Em resposta a várias perguntas sobre o caso, Aursnes disse apenas que a última semana foi "um pouco diferente" para a equipa do Benfica, mas que o grupo tem trabalhado para se manter unido e que os jogadores estão preparados para o encontro de quarta-feira e acreditam na vitória.
Na semana passada, na terça-feira, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da "Champions", que o Real Madrid venceu por 1-0, o avançado brasileiro Vinicius Júnior, após ter marcado o único golo do jogo, terá sido alegadamente vítima de insultos racistas por parte do argentino Gianluca Prestianni, extremo do Benfica.
O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois.
Após a partida, que decorreu no Estádio da Luz, Prestianni negou qualquer insulto racista a Vinicius Júnior, enquanto o internacional brasileiro e outros jogadores do Real confirmaram a ofensa por parte do argentino.
Entretanto, na segunda-feira, o argentino foi suspenso preventivamente por um jogo pela UEFA, no âmbito de inquérito disciplinar que ainda decorre, e deverá falhar o encontro de quarta-feira com o Real Madrid.
Apesar da decisão, o jogador viajou juntamente com o resto da equipa, aguardando decisão sobre o recurso interposto pelo clube da Luz que questiona a suspensão provisória do jogador.
Cerca de 1 800 efetivos compõem o dispositivo de segurança para o jogo da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Benfica na quarta-feira, que foi classificado como de alto risco, anunciou hoje a delegação do Governo espanhol na comunidade autónoma de Madrid.
O encontro foi classificado como de "alto risco" pela Comissão Estatal contra a Violência, Racismo, Xenofobia e Intolerância no Desporto, o que impõe que os clubes a adotem medidas de segurança adicionais no sistema de venda de bilhetes, separação dos adeptos dentro dos recintos desportivos e controlo dos acessos ao estádio.
A delegação do Governo na capital espanhola, onde se realiza o encontro, anunciou hoje que a operação, desenhada para prevenir incidentes nas imediações do estádio, contará com a intervenção da Polícia Nacional, através de várias valências - unidade de intervenção policial, brigada provincial de informação, brigada móvel, cães, unidades de subsolo e serviço aéreo (incluindo drones) - e da Polícia Municipal de Madrid.
O dispositivo será ainda apoiado por bombeiros e equipas de segurança privada do Real Madrid, e no metropolitano da capital espanhola a presença de vigilantes será igualmente reforçada
Prevê-se a presença de mais de 4 200 adeptos do Benfica com bilhete, num estádio com capacidade para 73 000 espetadores.

