
Árbitro
Em comunicado, os signatários rejeitam qualquer responsabilização pelo estado do setor da arbitragem em Portugal
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Antigos membros do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol contestaram as declarações do presidente da FPF, Pedro Proença - num artigo de opinão publicado esta sexta-feira -, que apontou ao modelo herdado e a anos de estagnação como causas dos problemas atuais da arbitragem.
Em comunicado, os signatários rejeitam qualquer responsabilização pelo estado do setor, considerando-a injusta e sem sentido, lembrando que o próprio Pedro Proença elogiou por diversas vezes o trabalho do anterior CA e chegou a escolher o então presidente desse órgão para vice-presidente da atual Direção.
Os ex-responsáveis sublinham ainda que árbitros e clubes poderão atestar a qualidade do trabalho desenvolvido, destacando a tranquilidade institucional vivida durante os seus mandatos. Apontam também os resultados internacionais alcançados, com a arbitragem portuguesa a atingir o segundo lugar na UEFA e o terceiro na FIFA em número de árbitros e VAR, depois de ter encontrado o setor no sexto lugar europeu e 12.º mundial.
O comunicado termina com a garantia de que não pretendem desestabilizar a arbitragem portuguesa e com votos de sucesso à FPF e ao atual Conselho de Arbitragem no início de 2026.
COMUNICADO NA ÍNTEGRA
"Na sequência do artigo do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, hoje publicado
em vários Órgãos de Comunicação Social, em que afirma "o modelo herdado pelo atual CA
[Conselho de Arbitragem], os anos de estagnação com brutais reflexos na formação dos
árbitros e o congelamento da profissionalização de um setor (...)", os seguintes signatários
entendem tornar publica a sua posição.
1. Enquanto elementos do anterior Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, que não
pertencem à atual estrutura, não nos revemos na opinião do Presidente da FPF. A
culpabilização da equipa do anterior CA pelo estado atual da arbitragem é injusta e sem
sentido. Tanto mais que o próprio Dr. Pedro Proença, ainda enquanto presidente da Liga
Portugal, endereçou mais de uma dezena de ofícios ao então CA a reconhecer e felicitar o
bom trabalho deste, tendo, inclusivamente, escolhido o então Presidente do CA para seu
vice-Presidente da atual Direção.
2. Serão os próprios árbitros e os clubes aqueles que melhor podem atestar a qualidade
do trabalho do anterior Conselho de Arbitragem, nomeadamente pela tranquilidade
institucional que foi vigente em todas as competições durante os nossos mandatos.
3. Sublinhamos os resultados obtidos pela arbitragem portuguesa, em termos
internacionais, ainda antes do final do nosso último mandato: segundo lugar na UEFA e
terceiro lugar na FIFA em número (masculino e feminino) de árbitros, árbitros assistentes, de
futebol, futsal, futebol de praia e VAR. Importa referir que encontrámos a Arbitragem
portuguesa no sexto lugar europeu e no 12.ª do Mundo.
Resumimos a nossa intervenção apenas a estes três pontos, pois nunca fomos - nem
pretendemos ser - elementos desestabilizadores da arbitragem portuguesa.
Por fim, e porque estamos no início de 2026, desejamos um ano repleto de sucessos à
Federação Portuguesa de Futebol e ao seu Conselho de Arbitragem.
Ana Raquel Brochado
Bertino Miranda
João Ferreira
João Rocha
Jorge Nunes
Paulo Costa
Pedro Portugal
Ricardo Duarte"

