
Rúben Amorim, treinador do Sporting
AFP
Rúben Amorim, treinador do Sporting, fez a antevisão à receção ao Eintracht Frankfurt (terça-feira, 20h00), em jogo a contar para a sexta e última jornada da Liga dos Campeões.
O que tem falhado? "Temos criado mais, mas não conseguimos marcar. Temos controlado o ataque dos adversários. Em distrações, sofremos. Falhamos a capacidade de reagir aos maus momentos. O futebol é mesmo assim. Há coisas boas em maus momentos. Não temos de sofrer muito para crescer. Temos de viver bem. Já tivemos momentos destes e demos a volta. O clube está fortalecido e tem futuro, falhando na mesma os objetivos. A curto prazo, não estamos a conseguir."
Golos sofridos de bola parada: "Essa é a parte mais fácil de perceber. O trabalho tem sido o mesmo, toda a equipa técnica tem feito um trabalho exaustivo, como fazia noutras épocas. É olhar para a equipa e ver que, saindo o Palhinha, o Matheus e o Feddal, trocando por outros jogadores que foram opção nossa para mudar a qualidade do jogo, isso retira muita altura e agressividade no ar à nossa equipa. Nunca tivemos tantos jogos sem o Seba [Coates]. Relembrar que nunca tivemos tantos jogos sem o Paulinho. Às vezes temos só os baixinhos. Se não aumentarmos a agressividade... E nisso podemos ser muito melhores, um jogador pode ter dois metros mas podemos empurrá-lo sem falta, é o que fazem ao Seba. Temos culpa nesse problema da equipa, mas não há como substituir uma equipa que era muito grande por uma equipa muito mais baixa. Esses fatores têm de ser acautelados, não o foram pelo treinador porque olhou para o jogo de outra forma."
Confiança na hora de rematar: "Não sei explicar, porque não acho que seja falta de confiança. Lembro-me que o Porro falhou uma e ele é sempre um jogador com confiança. O Nuno Santos quis meter uma por cima e isso revela confiança. Em momento de stress, em vez de rematar forte à baliza como um jogador stressado, tentou meter por cima. O Pote falhou em frente à baliza, o que não é normal, o Arthur encostou uma bola sem guarda-redes... Acho que nos falta convicção. Há qualquer coisa no ar que se sente. No ano em que fomos campeões, sentia-se que algo ia acontecer. Agora sente-se o contrário. Isso muda-se com bons resultados, não com conversa."
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