
Felipe Pires, antigo extremo do Moreirense, jogou vários clássicos de Viena, pelo Áustria, rival do adversário do Braga. Acredita mesmo assim que Carvalhal e plantel do Braga dão fortes garantias
Antigo avançado do Moreirense, Felipe Pires, de 29 anos, atualmente no Torpedo Kutaisi, da Geórgia, conhece bem o Rapid Viena, quando foi rival pelo Áustria Viena durante duas épocas, numa fase produtiva da carreira, assinando 16 golos em 95 encontros pelos alviverdes entre 2016 e 2018. Chegou a Portugal em 2020 e também marcou a sua qualidade nos cónegos, passando por diferentes campeonatos mais recentemente, como ucraniano, neerlandês, brasileiro, grego e georgiano. Marcou, inclusive, um golo numa vitória extramuros no dérbi de todos os amores do futebol austríaco.
"Quando joga em casa, qualquer jogador do Rapid sente que vem das bancadas o 12º jogador. É uma 'torcida' apaixonante, que canta o tempo todo, enche o estádio. O Rapid beneficia muito do fator casa, mesmo não sendo a equipa que foi no passado. É uma camisa a respeitar e um clube de muita tradição. Joga sempre pela UEFA e o Braga vai sentir dificuldades, muito pela força dos adeptos, é um apoio imenso. Aquele campo é muito complicado", avisa o extremo brasileiro.
"Faz tempo que o Rapid não ganha títulos, os últimos 12 anos foram muito dominados pelo Red Bull com a quase totalidade dos campeonatos. É difícil para eles, afinal é o clube mais titulado no país, é uma equipa com muito peso e história e com estrutura e estádio espetaculares. Os fãs são o seu grande trunfo mas é também uma equipa com bons jogadores, tem um grande avançado, o Burgstaller, e o médio Schaub, dois elementos muito experientes no futebol alemão. Mas, ainda assim, aponto vantagem para o Braga se apurar", destaca.
"O Braga tem um elenco muito qualificado, muito forte em vários aspetos. É um clube que está sempre na UEFA e isso não é fácil por Portugal. Teve a volta de Carvalhal, um treinador que admiro muito, acho que é um dos melhores em Portugal. Ele estava no Braga quando eu jogava pelo Moreirense, vi o grande trabalho que fez, deu continuidade noutros clubes como o Celta e Olympiacos. Vejo o Braga com vantagem em seguir em frente, porque procura jogar, tem jogo bonito, tenta dominar as partidas. Isso vem do treinador e do plantel", elogia.

