
João Santos foi figura na vitória do Fafe, por 2-1, na Taça de Portugal e agora carimbou o triunfo frente à equipa B dos guerreiros
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A 14 de janeiro houve tomba-gigantes na Taça de Portugal quando o Fafe, da Liga 3, eliminou, em casa, o Braga, por 2-1, com um dos golos a ser marcado por João Santos. Um mês e um dia depois, a primeira jornada da fase de permanência do terceiro escalão teve um Fafe-Braga B e os fafenses ganharam, outra vez por 2-1, mas desta feita com direito a reviravolta, carimbada aos 89' por... João Santos. Dos cinco remates certeiros amealhados esta temporada, o avançado marcou quase metade frente aos arsenalistas e sorri com a ideia de vestir pele de carrasco nesses confrontos. "Há quem faça essa brincadeira. Eu, por sinal, até moro em Braga", conta. "Se me deixam sair à rua? Deixam, claro [risos]. Gosto muito da cidade e de morar cá", acrescenta.
Apesar do brilharete na prova rainha (empatou a um na primeira mão da meia-final, frente ao Torreense), o Fafe falhou o objetivo interno de ir à fase de subida da Liga 3. Agora, precisa de garantir a permanência "o mais rápido possível". "Foi uma vitória importante para entrar com o pé direito numa etapa tão competitiva. Claramente que queríamos estar na fase de subida e não na de permanência, mas a realidade é outra, e encaramos com a mesma seriedade", assegura. Arrumada a um canto ficou a eliminatória com o Torreense, cuja segunda mão será jogada em meados de abril. "Acabámos esse jogo a achar que podíamos ter ganho. A eliminatória está em aberto, mas estamos somente focados no campeonato, onde teremos jogos bastante importantes", salienta. Ora, resolver a questão da continuidade no terceiro escalão poderia abrir portas a uma preparação diferente para esse embate em Torres Vedras. No entanto, João Santos promete "seriedade" máxima para "ganhar todos os jogos" da etapa de permanência e só preparar a Taça na altura devida.
Curiosamente, o atacante não marcava desde essa noite histórica dos quartos de final da prova-rainha. "Claro que um avançado quer sempre marcar golos, e não sou exceção. Sendo um golo aos 90', e que deu três pontos, sabe ainda melhor" termina o jogador natural da Amadora, e que começou a jogar futebol no Estrela da Amadora antes de ir para o Benfica, nos sub-11. Pertencente a uma geração de nomes como Jota (Celtic, Escócia) ou Gedson Fernandes (Spartak, Rússia), João Santos transferiu-se, depois, para o Belenenses, onde concluiu a formação e deu nas vistas nos dois primeiros anos de sénior, com 49 golos em 49 jogos. Números que lhe valeram o salto para o V. Guimarães B e o levaram posteriormente à primeira passagem pelo Fafe (2020/21) e a três épocas no Felgueiras.
Suporte familiar atenua distâncias das origens
Já se passaram seis anos desde que João Santos saiu da Amadora para jogar na zona norte. A distância de casa é atenuada pela ajuda familiar. "Tenho tido um suporte muito forte ao longo destes seis anos que estou longe de casa. Sempre me foi possível ir lá regularmente, e a minha família também vem ao norte, tenho inclusive outros familiares nesta zona e a minha namorada é de cá", explica. "Futuro? Quero ser feliz a fazer o que gosto. Ajudar a equipa e marcar golos".

