Quase toda a carreira no mesmo clube e um objetivo por cumprir: "Fica um amargo de boca"

Quase toda a carreira no mesmo clube e um objetivo por cumprir: "Fica um amargo de boca"
Redação

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Cris, agora capitão do Feirense, cumpre esta segunda-feira 17 anos de carreira.

Mudanças desde 2003: "Está tudo muito diferente, claro. Na minha primeira época, treinávamos várias vezes em Picalhos e no Furadouro. Eram 20 a 25 minutos de autocarro. No inverno vínhamos todos molhados e cheios de frio... Agora, temos condições de trabalho incríveis. Estamos ao nível dos melhores clubes portugueses. Digo mesmo que somos uma referência a nível nacional. Nos últimos anos, foi feito um investimento muito grande por parte desta Administração na equipa profissional, no Estádio e no Complexo Desportivo. Uma das primeiras coisas que os reforços que aqui chegam fazem é elogiar estas condições de trabalho. Mas depois há princípios que se mantêm: a mística, a ambição. Ser Feirense é algo muito especial."

325 jogos na equipa principal: "O futebol mudou bastante e há cada vez menos exemplos de jogadores que fazem toda a carreira, ou praticamente toda, no mesmo clube. O meu trajeto orgulha-me muito. Tive a felicidade de saltar dos juniores para a equipa principal e ser logo titular nessa época. A formação deve ser sempre uma aposta e nesta casa há esse princípio. Às vezes, os mais jovens conseguem logo jogar, outras vezes têm de sair para voltarem mais maduros. Vejo aqui jovens valores com a nossa mística e que podem fazer vários anos na equipa principal como eu."

O que faltou? "Festejei uma subida de divisão, duas permanências históricas na 1.ª Liga, uma delas com um 8.º lugar... Ganhei ao FC Porto e ao Sporting. Estive nos quartos-de-final da Taça de Portugal e duas vezes muito próximo da final four da Taça da Liga. Principalmente nestes últimos anos, as conquistas têm sido incríveis. Ficou um amargo de boca em não ir um pouco mais longe nessas três ocasiões nas duas taças. Não sendo o nosso grande objetivo das épocas, mas todos gostaríamos de ter dado essa alegria aos nossos adeptos e de ter levado o nome do Feirense a uma fase tão avançada de uma competição."

Cinco meses sem competir: "Existe um misto de tristeza e de frustração por não estarmos a fazer o que mais gostamos. Este regresso aos treinos tem sido positivo. Sinto o grupo muito motivado para voltar a competir e para dar continuidade ao nosso trabalho. Claro que a saúde está em primeiro lugar, mas vai tudo correr bem no regresso do futebol. Estou muito confiante."

Nova época: "Acima de tudo, vemos a nova época como uma continuidade do que estávamos a fazer até à paragem do campeonato em março. Temos um objetivo para cumprir... Como se sabe, o nosso percurso foi interrompido de forma abrupta. Queremos voltar fortes, tal como estávamos quando o campeonato foi interrompido."