"Tenho grandes dúvidas de que serei o treinador do Estrela da Amadora"

"Tenho grandes dúvidas de que serei o treinador do Estrela da Amadora"

Declarações do treinador Ricardo Chéu após o jogo Estrela da Amadora-Covilhã (0-1), da 34.ª e última jornada da II Liga SABSEG

Sobre o jogo: "A definição chama-se dignidade. Já estive do outro lado, já me aconteceu descer com o União da Madeira no último segundo, quando tinha a manutenção segura, mas a outra equipa foi séria e tentou ganhar o jogo. Fomos dignos e tentámos ser profissionais muito sérios, porque, se estivéssemos do outro lado da barricada, também queríamos que as outras equipas fossem sérias."

Sem vencer: "Queríamos terminar com uma vitória. Na segunda volta, só tivemos duas e não foi positivo da nossa parte. O adversário é uma equipa com jogadores muito experientes, que fez pela vida e conseguiu o golo num lance de bola parada. O que fica para a história é sempre o resultado."

Jovens: "Esta equipa foi constituída com um plantel jovem, em que 19 jogadores nunca tinham jogado nesta realidade. Muitos vinham do Campeonato de Portugal e é uma diferença abismal. Tivemos três bons meses, em que, na minha humilde opinião, fomos claramente a melhor equipa da II Liga a jogar futebol."

O campeonato: "A segunda volta foi diferente. No mês de janeiro, pensávamos que podíamos fazer uma segunda volta ao nível da primeira. Saíram muitos jogadores, reforçámo-nos na equipa B e acabámos por perder alguma competitividade dentro do plantel."

O futuro: "O Estrela da Amadora é mais importante do que qualquer treinador ou jogador. O grande património são os seus adeptos, esses sim são insubstituíveis. A equipa técnica fez de tudo, foi exemplar no desempenho das tarefas, trabalhámos todos os detalhes possíveis e imaginários, mas o futebol nem sempre é só isso. Há dois meses, diria afirmativamente que sim, mas hoje tenho grandes dúvidas de que serei o treinador do Estrela da Amadora na próxima época".