Sócios do Covilhã aprovam por unanimidade contas com saldo positivo

Sócios do Covilhã aprovam por unanimidade contas com saldo positivo

Clube da II Liga registou saldo positivo superior ao do ano anterior.

Os sócios do Covilhã aprovaram esta segunda-feira, por unanimidade, o Relatório e Contas relativo ao exercício da época 2018/2019, com um saldo positivo de 261 mil euros, mais 10 mil do que no ano anterior.

No documento aprovado por cerca de 40 associados, na Assembleia Geral (AG) realizada na sede do clube da II Liga, consta que o passivo foi reduzido em 89 mil euros e situa-se atualmente nos 411 mil euros, enquanto o ativo se cifra em 1,9 milhões de euros, superior ao do último exercício em 268 mil euros.

As receitas do clube serrano diminuíram, mas as despesas registaram uma redução superior. O Covilhã apresentou ganhos na ordem dos 452 mil euros, menos 32 mil do que na anterior época desportiva. Já as despesas, situaram-se nos 188 mil euros, menos 38 mil em relação a igual período do ano passado.

Na reunião magna foi também dado a conhecer o resultado líquido da Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ), que regista um lucro de cerca de 25 mil euros, menos 65 mil euros em relação ao último exercício.

"Existe uma melhoria significativa das contas da estrutura do clube", afirmou o técnico oficial de contas, Sérgio Passarinha, durante a apresentação do documento, em que acentuou os 83% de fundos próprios de financiamento do emblema serrano. "Em termos financeiros, o clube está bem", reforçou.

O presidente do Covilhã, José Mendes, frisou que o clube não tem dinheiro para distribuir, mas "goza de saúde em relação ao aspeto financeiro". A principal preocupação do dirigente é conseguir a verba necessária para a primeira fase das obras da Academia.

Na AG, foi aprovada pela totalidade dos sócios presentes uma proposta com vista à conversão em capital de um empréstimo, no valor de 240 mil euros, feito pelo clube à SDUQ.

O que estava em cima da mesa, explicou Sérgio Passarinha, era o clube "abdicar da dívida e reforçar o capital próprio da SDUQ", de que o Sporting da Covilhã é detentor na totalidade.

"São movimentos normais entre empresas participadas", sublinhou Luís Veiga, o presidente da Mesa da AG.