Presidente do Covilhã revela orçamento para a próxima época

Presidente do Covilhã revela orçamento para a próxima época
Redação com Lusa

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Anúncio feito durante a Assembleia-Geral do clube

O Covilhã, da II Liga, vai ter para a próxima temporada um orçamento de 850 mil euros, informou na quarta-feira o presidente, José Mendes, durante a Assembleia-Geral do clube.

Na reunião magna, realizada não na sede, como é habitual, mas no Estádio Santos Pinto, para assegurar o distanciamento físico entre os cerca de 30 sócios presentes, devido à covid-19, José Mendes referiu que o orçamento pode variar, "mais cem mil euros, menos cem mil euros, dependendo da venda de um ou outro jogador".

Apesar de acentuar que o emblema serrano não tem milhões, frisa ter ambição.

"Os nossos argumentos financeiros não são os mesmos de outros clubes, nós não temos milhões, mas o Sporting da Covilhã faz sempre uma equipa para tentar subir de divisão", sublinhou o dirigente, que considera o clube "sempre um outsider".

Segundo José Mendes, a interrupção da II Liga, quando ainda faltavam disputar 10 jornadas, causou "prejuízos enormes". Não apenas financeiros como também desportivos e difíceis de mensurar, nomeadamente a paragem dos jogadores desde março.

Apesar de afirmar que os clubes da II Liga ficaram "grandemente prejudicados" e, no caso do Covilhã, o apoio de 174 mil euros que recebeu "nem sequer cobriu" a receita que encaixaria das transmissões televisivas, o dirigente vinca ter cumprido todos os compromissos.

"O Covilhã foi dos poucos clubes, entre as I e II ligas, que pagou escrupulosamente a toda a gente que trabalha no clube. Não há nenhum jogador que possa dizer que o Covilhã deve um cêntimo", congratula-se José Mendes.

O presidente dos leões da serra pespetiva "um ano difícil", ainda "com grandes interrogações", mas já prepara o futuro e a equipa regressa ao trabalho no dia 13, com Daúto Faquirá novamente a liderar a equipa técnica.

"Que o treinador faça a equipa jogar bom futebol e que a equipa ganhe mais vezes do que perca ou empate", salienta José Mendes.

Fora de campo, o presidente serrano antecipa "um ano complicado" também no que toca aos patrocinadores, resultado da pandemia. "As empresas, restaurantes, hotéis, que nos ajudam, estão com muitas dificuldades. Sem esse apoio torna-se mais difícil, mas vamos à luta", realça.

Na Assembleia-Geral, na qual o orçamento da Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ) não tem de ser apresentado, foram aprovadas, por unanimidade, as estimativas financeiras do clube para a próxima temporada, que prevê receitas de 118 mil euros, despesas na ordem dos 115 mil euros e um saldo positivo de 2.625 euros.