"Objetivo é continuar a jogar numa I Liga, não sei se em Portugal ou no estrangeiro"

"Objetivo é continuar a jogar numa I Liga, não sei se em Portugal ou no estrangeiro"
André Bastos

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Com mais um ano de contrato com o Feirense, Sturgeon revelou que não quer ficar na II Liga, nem na Grécia, onde no início de junho retomará o campeonato, ao serviço do Xanthi, clube ao qual foi emprestado esta época.

A descida do Feirense à II Liga em 2019 levou a SAD a emprestar Sturgeon ao Xanthi, mas a experiência do extremo no emblema grego não correu da melhor maneira, pelo que quando acabar a cedência - o campeonato na Grécia será retomado no início de junho - este irá procurar dar um novo rumo à carreira.

"O objetivo passar por continuar a jogar numa I Liga, não sei se em Portugal ou no estrangeiro. Ainda falta terminar o campeonato aqui, mas não pretendo continuar na Grécia. Procuro algo positivo para a minha carreira, assim como financeiramente", revelou o jogador de 26 anos, que ainda tem mais um ano de contrato com os fogaceiros e ficou revoltado pela equipa à qual ainda tem ligação não poder continuar a lutar pelo regresso ao principal escalão do futebol português.

"Segui o Feirense durante a época inteira. Não correu de feição no início, mas ao longo do campeonato foram demonstrando consistência, até que a dez jogos do final, estavam em terceiro lugar e a seis pontos do segundo", lembrou, prosseguindo: "Acho injusto a II Liga ter acabado com 30 pontos em disputa e com a possibilidade de lutarem pela subida. Senti-me injustiçado, pelos meus colegas. Acho que não há profissionais de primeira nem de segunda, há profissionais. Portanto, se acaba para uns, deveria acabar para todos", salientou Sturgeon, que tem o sonho de "chegar à Premier League e um dia jogar no Manchester United", embora considere que necessita de "marcar mais vezes e fazer exibições mais consistentes, assim como ter também uma pontinha de sorte".

Sobre a primeira experiência no estrangeiro, agradeceu a ajuda do compatriota Vítor São Bento, guarda-redes que o integrou na fase inicial no Xanthi, assim como o adjunto Gonçalo Feio, que viria a sair durante a época, que o extremo classificou de negativa, pela perda de fulgor do Xanthi e por questões burocráticas. "Tivemos o melhor arranque de sempre no campeonato, mas perdemos consistência e perdemos 12 pontos, devido ao nosso presidente ser o mesmo do PAOK, algo que não pode acontecer na mesma divisão, sendo que eles perderam sete pontos. Com esse castigo, passámos a lutar pela permanência e não pela Europa", desabafou, assumindo que adorou "a gastronomia grega e a simpatia das pessoas". O que menos gostou foi "a sesta das 14h às 17h e o facto de a cidade ser um pouco velha e de aos domingos estarem as lojas praticamente todas fechadas".

Assim que terminar o campeonato, Sturgeon já sabe que é a altura de procurar um novo desafio, que até pode passar, pelo regresso à I Liga portuguesa...