"Esta malta da II Liga ganha muito pouco dinheiro"

"Esta malta da II Liga ganha muito pouco dinheiro"

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Nuno Capucho, treinador do Mafra, fala de uma semana longa concluída com a permanência na II Liga. E acrescenta opiniões sobre o futebol português

Sobre a permanência: "Já sabia, quando aceitei este desafio, que não ia ser fácil, com o calendário que tínhamos, quatro jogos fora, dois em casa, mas acreditava no valor dos jogadores. É a ele que se deve este objetivo conseguido. Em seis jogos não é possível criar hábitos, rotinas diferentes, eu só acreditei neles, que a equipa jogava bem, que tinha um futebol positivo. Olhei para a paixão do presidente pelo Mafra, da estrutura, que, apesar das dificuldades, nunca faltaram com nada. Foi um prazer trabalhar com eles.

Semana longa: "O importante era fazê-los acreditar. Eles não desaprenderam de jogar. Eles estavam cá. Com muitas dificuldades, não viraram a cara à luta. Vamos ver, o mais importante era conseguir o objetivo. Esta foi das semanas mais longas que tive no futebol. Senti que a equipa estava nervosa, porque tinha passado por uma experiência difícil há três anos e receavam voltasse a acontecer."

Salários e os três grandes: "Esta malta da II Liga ganha muito pouco dinheiro. O futebol português tem de começar a olhar para isto. Se as pessoas querem defender a indústria, não podem olhar só para Benfica, FC Porto e Sporting. Se houver maior competitividade, as equipas que subirem estão melhor preparadas. O campeonato é competitivo na II Liga, mas as equipas que vâo para a I Liga mudam os jogadores todos. Se quiserem melhor competição, melhores jogadores, podemos melhorar a II Liga para que o campeonato seja melhor."

Experiência: "O Mafra precisa de experiência na II Liga. A estrutura é pequena, mas está a trabalhar bem. Temos de aprender e todos os anos evoluir, para subir um degrau de cada vez. A equipa tem caráter, agora há que aumentar a qualidade. O que podemos exigir aos jogadores é que deem o máximo."