Equipa do Ano na II Liga: o muito que mudou de 2017 para 2018

Equipa do Ano na II Liga: o muito que mudou de 2017 para 2018
Cláudia Oliveira

Tópicos

Pelo segundo ano consecutivo, predominam os jogadores portugueses nas escolhas dos treinadores. A juventude é a nota dominante, com uma média de 24 anos na equipa ideal.

É já uma tradição de fim de ano de O JOGO que volta a cumprir-se. Convidámos os treinadores da II Liga a eleger o melhor 11 deste campeonato, com a ressalva de não poderem votar nos próprios atletas. Para tornar mais fácil a votação dos técnicos, e mais correta a contabilização das escolhas, selecionou-se o sistema tático de 4x3x3.

O resultado, visível no campo em baixo, mostra a hegemonia de quem está na frente do campeonato. Só Famalicão, Paços de Ferreira, Estoril e Benfica B colocam atletas no melhor 11 da prova. Bem diferente da votação do ano de 2017, onde sete equipas estavam representadas e o FC Porto B tinha a maioria de atletas (quatro). Em 2018, os azuis e brancos, apesar de terem oito jogadores nomeados por treinadores - tantos quantos os do Benfica B -, os 17 votos conquistados foram insuficientes para colocar atletas na melhor equipa.

Em campo, são em maior número os atletas orientados por Vítor Oliveira (cinco), a começar na baliza e a acabar no ponta de lança. Logo de seguida, estão em maior número os do Benfica B (quatro), com um representante do Estoril e outro do Famalicão. Ou seja, a melhor equipa do segundo escalão do futebol português corresponde aos quatro primeiros classificados, onde moram três candidatos à subida à I Liga (Benfica B não pode ascender por força dos regulamentos). Apesar disso, foram elencados nestas nomeações jogadores das 18 equipas deste campeonato.

Nesta equipa "ideal", com dois jogadores de 19 anos (Jota e Florentino), a média de idades fica-se pelos 24 anos. A exceção à irreverência da idade está no meio-campo, com Luiz Carlos (P. Ferreira), de 33 anos. O outro jogador mais velho neste lote é igualmente do Paços de Ferreira e fica no núcleo defensivo: Marco Baixinho. Esta valorização dos jogadores jovens faz-se em simultâneo com a exaltação dos jogadores portugueses, em maioria (cinco) neste campo onde se fazem acompanhar, unicamente, por brasileiros.

Em coerência com os anos anteriores, as escolhas de Filipe Gouveia, que entretanto deixou o comando técnico do Leixões, mantiveram-se válidas nesta eleição.