Braço de ferro no Rio Ave: Miguel Cardoso não saiu e recusa os sub-23

Braço de ferro no Rio Ave: Miguel Cardoso não saiu e recusa os sub-23
André Veloso Gomes

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Técnico foi afastado a meio do play-off com o Arouca, na época anterior, mas nunca chegou a acordo para rescindir contrato e, com mais um ano de ligação, não está disposto a abdicar dos direitos

O Rio Ave pretende que Miguel Cardoso assuma o comando da formação de sub-23, mas o treinador recusou as novas funções, uma vez que entende ter sido contratado para liderar a equipa principal e pretende cumprir o ano que lhe resta de contrato nessa condição.

Este braço de ferro começou após a derrota do Rio Ave com o Arouca, por 3-0, no passado dia 26 de maio, no jogo relativo à primeira mão do play-off que resultou na descida dos vila-condenses à II Liga. Miguel Cardoso foi afastado e, no dia seguinte, já não orientou o treino da equipa, que passou a ser liderada por Augusto Gama, um treinador da casa, que não evitou nova derrota (2-0) na segunda mão.

Sem acordo entre clube e técnico, a rescisão nunca foi oficializada, até porque, sublinhe-se, o Rio Ave moveu um processo disciplinar a Miguel Cardoso para o despedir com justa-causa, invocando um gesto polémico efetuado pelo treinador no encontro com o Boavista (3-3), no Bessa, relativo à 26.ª jornada da I Liga, a 10 de abril.

Numa altura em que a época 2021/22 já arrancou com Luís Freire no comando técnico, o Rio Ave pretende que Miguel Cardoso assuma os sub-23, algo que o treinador recusa, depois de ter sido contratado em janeiro para salvar uma equipa que já tinha sido orientada por Mário Silva e Pedro Cunha.
Contactado por O JOGO, o Rio Ave recusou comentar o caso, o mesmo acontecendo com Miguel Cardoso. A Associação Nacional de Treinadores de Futebol também não tomou, para já, uma posição pública.