"Quando o avião pousou em Portugal, emocionei-me "

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Zé Valente é um dos reforços para Pedro Ribeiro e traz na bagagem duas subidas à Liga Bwin, a última pelo Estoril, em 2020/21

Aos 27 anos, Zé Valente mudou-se para Penafiel para abraçar um novo projeto na carreira. Na bagagem traz experiência e conquistas: duas subidas à Liga Bwin e uma passagem pelo estrangeiro. O médio deu os primeiros passos no Paredes, onde fez grande parte da formação, seguiu-se o Aves, Vizela, Doxa (Chipre), Estoril e, mais recentemente, o Penafiel. Pelos canarinhos venceu o primeiro título de campeão da II Liga.

"Chipre foi memorável? Bem, já ambicionava ir para fora há mais tempo e as épocas que fiz em Vizela acabaram por me dar essa chance e quis arriscar", contou o médio, que falou das alegrias e tristezas desta aventura no estrangeiro. A língua foi um problema e, posteriormente, a pandemia. "O Chipre, para quem quer jogar no estrangeiro, é o melhor país. Ajudou-me muito na adaptação ter encontrado uma comunidade de portugueses", diz quem apanhou a pandemia de covid-19 num ambiente diferente. "Foram dois meses fechado em casa. Quando o avião pousou em Portugal, emocionei-me e naquele momento disse para mim que não queria sair daqui tão cedo", revelou.

Antes da experiência no estrangeiro, Zé Valente esteve no Vizela, clube que o recebeu quando saiu do Aves. "Tinha acabado de subir pelo Aves, tinha contrato e, a uma semana de começar a pré-época, a Direção mudou e comunicaram que os jogadores que tinham contrato tinham que acertar a rescisão e foi aí que o Vizela me quis contratar". Depois do sonho da subida pelo Aves, Zé Valente desceu ao Campeonato de Portugal. Um passo atrás na carreira para dar dois em frente, como o próprio diz. No Penafiel, almeja conseguir a terceira promoção. "O Penafiel, como em todos os anos, monta equipas que ficam sempre no cimo da tabela e eu acredito que este ano não vai fugir muito disso".