"Não vamos jogar bola na frente e ver o que vai dar"

"Não vamos jogar bola na frente e ver o que vai dar"

Costinha garante uma Académica ambiciosa a querer discutir a passagem aos oitavos-de-final da Taça de Portugal em Santa Maria da Feira. Sobre os problemas financeiros do clube voltou a elogiar os pupilos

Antevisão ao jogo com o Feirense: "Vai ser um jogo complicado contra uma equipa extremamente agressiva, que joga muito à imagem do treinador, que tem currículo, com experiência, com muitos anos de profissão e que já disse que gostaria de chegar à final e de levar de vencida a Académica. Sabemos as dificuldades que vamos encontrar, mas certamente que também iremos criar dificuldades ao Feirense. A Académica também tem as suas ambições, vai jogar o jogo pelo jogo e vai tentar explorar aquilo que o Feirense deixar explorar para poder ter um resultado positivo".

Vitória sobre o Belenenses na última ronda: "Os jogos são todos diferentes. Cada jogo tem uma história. O Belenenses tem uma forma de jogar, o Feirense tem outra forma de jogar. Na eliminatória anterior jogámos em casa e o nosso campo é mais largo que o do Feirense e, portanto, são formas de estar no campo diferentes, mas é um desafio que vai durar 90 ou mais de 90 minutos e temos de estar preparados para isso. Vamos jogar contra uma equipa da I Liga, mas seja contra uma equipa da I Liga, II Liga, Campeonato de Portugal ou distrital o comportamento da equipa terá de ser o mesmo, ou seja jogar nos limites, ser sempre ambicioso, respeitando o adversário, mas não perdendo de vista o objectivo de vencer.


Feirense favorito: "O favoritismo pende para o lado do Feirense, que joga em casa e não é por ser uma equipa de I Liga e a Académica de II Liga. A Académica é um clube de I Liga tem é a equipa na II Liga. Feirense jogando em casa tem maior favoritismo, mas vamos tentar contrariar esse favoritismo".

Menos posse de bola em jogos destes: "Nunca espero esse tipo de situações, às vezes acontece ter menos bola porque o adversário também tem a sua qualidade. Por norma gostamos de ter bola, mas o adversário sabendo da qualidade que gostamos de usar também faz a estratégia em função disso. Vamos ter bola quando o adversário deixar, mas não vamos deixar de querer ter bola. Não vamos jogar bola na frente e ver o que vai dar".

O presidente Paulo Almeida foi ao balneário falar com o grupo por causa dos ordenados em atraso. A semana foi diferente?: "Não foi diferente, os meus jogadores têm sido impecáveis. É óbvio que não passam à margem da situação, como é natural, mas como não passam todas as pessoas que estão na Académica, porque há dias nos jornais vinha a dizer que a situação financeira é só para os funcionários e para os jogadores e parece que os treinadores e os demais têm as suas situações regularizadas. Parece aqui que há uns que têm e outros que não têm. O que é certo é que os jogadores vêm para o campo, trabalham, obviamente que têm as suas dificuldades, mas têm sido verdadeiros profissionais, têm treinado nos limites".

Jogadores trabalham nos limites: "Tem sido fácil lidar com a situação porque tenho jogadores com "H" grande que trabalham no limite, mesmo dentro das dificuldades. É muito bonito exigir-se muita coisa, e não falo da parte do clube mas sim de fora, mas é preciso conhecer a realidade das coisas. E há uma coisa que ninguém consegue controlar é a cabeça das pessoas. É normal que as pessoas em momentos de dificuldade não tenham a cabeça tão limpa para desempenhar bem a sua função. Mesmo nessa situação, os jogadores chegam ao treino e aplicam-se, do treino para fora já não posso controlar porque também não sou polícia, sou treinador de futebol".