Vizela critica a Liga, lamenta falta de respostas e estranha hora do jogo com o Belenenses

Vizela critica a Liga, lamenta falta de respostas e estranha hora do jogo com o Belenenses
Redação com Lusa

Tópicos

Presidente da SAD diz que a Liga deve "zelar pelos interesses dos clubes para que não haja dois pesos e duas medidas" e fala em falta de respeito pelos adeptos.

O presidente da SAD do Vizela disse esta sexta-feira que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) não pode ter "dois pesos e duas medidas" relativamente à pandemia de covid-19, lamentando o adiamento do jogo com o Belenenses.

Após dar conta do adiamento, na quinta-feira, em comunicado, o emblema minhoto soube hoje de manhã do reagendamento do desafio da 13.ª jornada da I Liga, inicialmente marcado para segunda-feira, para as 20:30 de 2 de janeiro, decisão que Diogo Godinho lamentou, por entender que, segundo as regras até agora aplicadas, de isolamento de 10 dias para jogadores com casos positivos e de 14 dias para quem manteve contactos de risco, o clube de Lisboa teria, pelo menos, 13 jogadores disponíveis.

"Do que tem sido feito até ao dia de hoje, todos os isolamentos positivos são de 10 dias e os restantes de 14. Sabendo que os jogadores de Belenenses SAD testaram positivo na outra quinta e na outra sexta-feira, já estariam 13 jogadores disponíveis para jogarem [na segunda-feira]. (...) Parece que, numa situação, há um caso positivo e decreta-se 14 dias. Noutra, dá positivo e são 10. A Liga tem de zelar pelos interesses dos clubes para que não haja dois pesos e duas medidas", vincou, numa breve entrevista ao canal televisivo RTP 3.

Diogo Godinho lamentou ainda a nova hora do jogo, que "considera um tanto ou quanto estranha", num "domingo em que não há jogos", e disse que o Vizela estava disposto a "adiar" o jogo com o Belenenses por "um ou dois dias" face ao calendário inicial (20:15 de segunda-feira), para dar "algum tempo de adaptação aos jogadores que estavam em isolamento".

O presidente da SAD vizelense frisou ainda que o novo horário causa "constrangimentos" ao plantel treinado por Álvaro Pacheco, tendo ainda lamentado a ausência de contacto do Belenenses sobre o assunto até ao final da manhã de hoje e a falta de resposta da LPFP aos e-mails enviados.

As críticas foram também vincadas num comunicado divulgado pelo Vizela:

"Notificada pela Liga Portugal para adiar o jogo com o Belenenses SAD por "indicação expressa", a FC Vizela, SAD foi, esta manhã, notificada do reagendamento do jogo para dia 2 de janeiro, pelas 20h30. Em ambos os emails, assinados pela diretora executiva da Liga Portugal, com manifesta surpresa. Explicamos porquê:

1 - Nunca fomos ouvidos com razoabilidade nesta matéria e muito menos a Liga Portugal foi tão célere a responder às nossas solicitações ou a esclarecer as dúvidas que expusemos sobre procedimentos que influem diretamente o curso normal de uma competição que se quer igual e não qual todas as sociedades deviam ter os mesmos diretos e deveres.

2 - Sem responder ao email da FC Vizela, SAD, que não obstante ter elencado uma série de dúvidas se mostrou disponível a ser parte da solução e não o problema, a Liga Portugal optou por determinar às 23h10 do dia de ontem que tinha, esta sociedade, até às 10 horas de hoje para "ajustar o respetivo horário" para a "proposta de reagendamento para 2 de janeiro".

3 - A proposta, na realidade, nunca o foi, pois nunca esta sociedade foi consultada anteriormente para o efeito e o conteúdo do email sugere apenas que possamos fazer um ajuste horário.

4 - Teve a FC Vizela, SAD, menos de 11 horas para acertar o horário de um jogo, sendo que a larga maioria delas corresponde a horário noturno, madrugada até; depois de esperar mais de cinco dias por uma notificação que chegou sob a forma de imposição.

5 - Não teve, esta Liga Portugal, qualquer respeito pelos adeptos do futebol em geral, nem do FC Vizela e da Belenenses SAD, em particular, atendendo à data (02/01) e horário (20h30) a que decidiu impor o jogo.

Assim, não aceitamos o reagendamento do jogo para este horário, imposto de forma unilateral, e vamos desenvolver todos os esforços possíveis para reverter a situação."